segunda-feira, 25 de julho de 2011

MEU BRASIL BRASILEIRO




Nota de esclarecimento da Câmara Municipal de Brejetuba sobre gastos com pessoal

Presidente: Josué José Celírio.

No jornal A Gazeta de hoje(22/07/2011) foi publicada uma matéria onde fala do alerta feito pelo TCE-ES, sobre gastos com pessoal no município de Brejetuba.

No jornal A Gazeta de hoje (22/07/2011) foi publicada uma matéria onde fala do alerta feito pelo TCE-ES, sobre gastos com pessoal no município de Brejetuba. Tal matéria relata que o Município conseguiu ultrapassar o limite estabelecido pela legislação vigente, que é de 54% para o executivo e 6% para o Legislativo, o TCE-ES constatou após verificação dos relatórios referente ao 1º quadrimestre de 2011, que o executivo gastou 121.32% e o legislativo gastou 8.18%.

Após conhecer o teor da matéria fomos verificar os dados no site do TCE-ES, onde verificamos que realmente eram esses dados que estavam descritos, e verificamos os detalhes dos cálculos e constatamos que estaria ocorrendo um equívoco sobre os índices de gastos com pessoal.

O Equívoco ocorreu porque o Executivo Municipal, que é o órgão responsável para informar ao TCE-ES a Receita Corrente Líquida do período de apuração dos valores e índices referente ao 1º quadrimestre do exercício de 2011, que é de maio de 2010 a abril de 2011, foram informados incorretamente pelo Executivo Municipal, pois a Receita Corrente Líquida do período foi de R$ 24.924.724,11 e o valor informado ao TCE-ES foi R$ 7.927.328,56, essa diferença foi o que elevou os índices a valores que são refletem a realidade do Município. E a Câmara Municipal afirma que o gasto com pessoal realizado no período corresponde a 2.73. E após reunião com o Executivo Municipal o mesmo afirmou que as providências estão sendo tomadas no sentido de corrigir tais informações.



Três forças Paulo Hartung, Renato Casagrande e Magno Malta disputam o poder

SECULO DIÁRIO.

Papo de Repórter analisa a disputa de espaço político entre as maiores lideranças do Estado. Com Paulo Hartung (PMDB) dominando tudo, mas dependendo do comportamento de Renato Casagrande (PSB) e temendo um enfrentamento com Magno Malta (PR).


Rogério: – A gente vive em um estado bastante interessante. Temos um ex-governador que ocupa um espaço político bem amplo, bem espaçoso, que tem o controle da mídia corporativa, dos recursos disponíveis, que entregou a economia desse Estado às transnacionais, entre outras coisas. E temos o governador Renato Casagrande em um outro plano, como quem está acuado pelo Paulo, até porque as circunstâncias de sua eleição foram especialíssimas. E você ainda tem uma figura contrária a Paulo Hartung, não dito de oposição, mas no sentido da disputa política, o senador Magno Malta. E o resto vive à margem dessa situação.

Renata: – Ou seja, nós temos três forças políticas que disputam espaço, cada uma com seu perfil, e dominam a política capixaba. O Hartung tem aquele estilo dele, que eu chamaria de rolo compressor, juntando um seleto grupo de aliados e passando literalmente por cima de quem está contra ele. Renato Casagrande é um homem que vem do Parlamento, gosta da mídia e já mostrou não saber lidar com agendas negativas. Sem um instrumento de luta forte, como os que Hartung tem, não consegue agregar a classe política em torno de seu projeto, mesmo estando à frente do cargo mais importante do Estado. Já o destoante senador Magno Malta (PR) tem um perfil bem difícil de se entender.

Rogério: – Atropelando você, porque não precisamos concordar, mas temos que debater de que lado ele acha que está mais correto, ao falarmos sobre quem manda. O Paulo ficou muito poderoso, soube mexer com todos os instrumentos e hoje está em uma área de risco, porque tem outra pessoa no governo, que não é da corrente dele, que é o Renato Casagrande, e ele vai depender do Renato Casagrande, porque se o governador colocar para fora as corrupções que aconteceram no governo anterior, ele destrói o Paulo. Hartung seria destruído se o Renato quisesse, porque o Renato é um político feito na esperteza. Ele nunca esteve preparado para choque, nunca se chocou contra ninguém, construiu uma carreira em cima disso, do diálogo. Então está vendo o Paulo não perder o poder, e aí ele tira férias propositais, para dar um tempo ou, então, que conheça um erveiro que conheça uma boa erva que dê coragem para ele enfrentar esses entreveros. Espera-se que ele encontre essa força, senão será engolido literalmente pelo Paulo.

Renata: – Você me interrompeu, então agora eu vou interromper você. Quero continuar a falar do Magno e seu perfil que muitas vezes não é compreendido pela classe política. Magno tem um temperamento forte. Tanto que foi o único nesses oito anos a não se submeter ao sistema de Hartung e em alguns momentos foi para o choque, em outros foi punido por isso, sobretudo pela mídia corporativa. Não entenda isso como uma defesa do senador sob qualquer ponto de vista, mas Magno é uma força política hoje muito importante no Estado, sobretudo com a aproximação das eleições do próximo ano. Ele chega, não conversa muito, e dá o direcionamento não só para o PR, como também para outros partidos aliados, como o PSC e o PRP.

Rogério: – Magno é um político de força da natureza, surgiu em Cachoeiro de Itapemirim como vereador, começou por aí, surpreendeu com o dom da oratória, orador de massa, que poderia ser o sucessor do antigo prefeito de Vitória Solon Borges. A diferença é que Solon Borges mexia com os católicos, Malta ganha com evangélicos e com a baixa renda. Então, ele se transformou em um perigo político. Agora discutir a formação política do Magno, vamos discordar eternamente. Magno é extremamente conservador. Ele é tudo o que eu não penso, mas reconheço, que neste momento em que esse Estado, incluindo o governador, está de joelhos para Paulo Hartung, tem que louvar a coragem de Malta de desalinhar dessa realidade.

Renata: – Não, eu concordo com você. Eu também vejo um político com um perfil ideológico que eu também não concordo, mas é justamente disso que eu estou falando, da existência dessa força política, que não consegue ser alcançada pelo Hartung. Apesar de todo o desgaste que ele sofre com o posicionamento da mídia corporativa, hoje Magno é importante não só pela sua forma de fazer política dentro do Estado, mas pelo trânsito em Brasília, sobretudo com a presidente Dilma. Mesmo com o escândalo do Ministério dos Transportes, ele continua ligado a ela, por mais que aqui tenha se forçado a barra para que isso respingasse nele. Magno continua forte em Brasília, e isso é inegável. Coisa qu,e aliás, nem Casagrande e nem Hartung têm.

Rogério: – Só tem ele que se contrapõe a Paulo Hartung. Agora, a forma de ele se contrapor está dentro do perfil dele. Ele não é um homem de oposição. Pega teses, como pedofilia, narcotráfico, maioridade penal. Com o Paulo Hartung ele tem uma postura contrária, se ele exercesse esse papel de oposição, a imagem do Paulo seria outra. Ele dá só cotovelada. Ele nunca partiu para analisar o governo do Paulo ou criticar o governo do Paulo. Para assumir o vácuo da oposição no Estado, ele não assumiu. Ele só não vai na missa do Paulo. Ele não é um oposicionista, como é o caso dos Mauro, mas os Mauro hoje não têm mandato, e Magno tem. Quem dera que os Mauro tivessem um palanque, Paulo ia tremer e esse Espírito Santo seria outro.

Renata: – Essa questão da falta de oposição no Estado é uma questão que vem sendo discutida em vários setores sociais, desde o início do primeiro mandato do Paulo Hartung e que persiste hoje no governo Casagrande. A gente sabe, e vem falando, do grau altíssimo de insatisfação dos partidos e dos mandatários com o governador e com seus aliados, mas ninguém assume isso. O Theodorico Ferraço (DEM) dia desses veio a público para expor essa rusga, mas depois mergulhou.

Rogério: – Ferraço... Eu tenho pós-graduação em Theodorico Ferraço. Ele é assim mesmo. Ele se norteia pelos interesses dele. Quando ele salvou Paulo Hartung, na convenção do PSDB, contra José Ignácio, dando a ele a condição de disputar o Senado, ele pensou que estava conquistando um aliado. Quando Paulo dá uma ferrada nele, não atendia nem suas ligações, quando era prefeito. Foi lá em Cachoeiro e derrotou ele com Casteglione (PT), aí ele virou bicho, contra o Paulo. Eu, que conheço o grau de forocidade dele, eu temia que ele desse uma surra no Paulo. Depois que o Paulo transformou o filho dele em candidato a governador, ele voltou às boas com o Paulo, apesar de viver desconfiado sobre uma possível rasteira no Ricardo. Agora ele está jogando coladinho com o Paulo, porque ele está na expectativa de que o Paulo possa fazer o filho dele candidato a governador pelo PMDB em 2014. Esse é o histórico de uma velha raposa política que se mantém viva.

Renata: – Então, tirando o Ferração, que rebola...

Rogério: – Rebola, não, cara, porque ele é machão, não vai entender bem esse rebolado que você colocou nele.

Renata: – Tá bom, que dribla esse sistema em seu favor, o resto da classe política está à mercê dessas três forças.

Rogério: – O destino do Paulo está na mão de Casagrande. Esteve nas mãos de outros e ele conseguiu livrar-se. Esteve nas mãos do ex-governador Albuino Azeredo, que não executou. Esteve nas mãos do ex-prefeito de Vitória Vítor Buaiz, que deu lugar para ele, não executou para ele. Levou Teteco pai, dizendo que iria governar com ele e não compartilhou a administração. Os Max, que sempre deram força a ele, vivem um momento político difícil. Se você juntar com o caso do Ferraço, você vê quantas pessoas Paulo Hartung traiu. Armou ciladas para todos. E vai fazer o mesmo com Renato Casagrande.

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Padrasto é preso acusado de abusar sexualmente de enteada em Cariacica


Um caminhoneiro de 49 anos foi preso acusado de abusar sexualmente da enteada por pelo menos seis anos em Cariacica. A vítima contou que tudo começou alguns meses depois que o homem foi morar com a família.

O crime foi descoberto por uma vizinha, que desconfiou do ciúme excessivo que o padrasto sentia da adolescente. Muito abalada, a mãe disse que o companheiro sempre foi tranqüilo e carinhoso. “Comecei a desconfiar porque ele dava as coisas para ela. Eu vi que isso não estava normal. Ela disse que ele tocava o corpinho dela. Pedia para ela ficar nua...”, relatou.

A mãe contou ainda que o suspeito conseguiu manter segredo do caso por tanto porque mantinha a menor sob ameaças. “Ele falava que se ela contasse alguma coisa mataria nós duas”.

O caminhoneiro foi preso e encaminhado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Cariacica, onde confessou o crime. A frieza do acusado surpreendeu até a titular da Delegacia da Mulher, delegada Tânia Zanoli. “Ele confessou a prática como se fosse uma situação qualquer de um homem adulto com uma mulher adulta”, comentou.

Fonte: Folha Vitoria


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mãe molesta criança para acusar ex-marido em ação judicial

Na guerra pela guarda de uma criança de 3 anos, uma mãe é suspeita de molestar a própria filha na tentativa de acusar o ex-marido pelo crime de estupro.

A denúncia foi feita pelo pai da menina, um empresário de 36 anos, depois que ouviu da própria filha ela relatar como a mãe a molestava. "Ao passar na frente do hospital, minha filha disse que estava com a região genital doendo, devido ao que a mãe fazia com ela", relatou o pai.

Segundo ele, o casal está separado há dois anos e meio e, atualmente, possui a guarda compartilhada da menina. "Entrei na Justiça para obter a guarda definitiva. Desde então, a mãe da menina já até fugiu com ela para o Rio para evitar isso", lamentou o empresário.

Para o empresário, o objetivo era simular que ele estuprava a filha para que a mãe dela usasse isso na ação judicial pela guarda da criança.

O caso foi registrado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Para o delegado Marcelo Nolasco, o caso é grave. "A criança é bem articulada e espontânea, inicialmente, descartamos a manipulação por parte do pai. Relata com detalhes os abusos da mãe. A suspeita será investigada e intimada para depor na delegacia", afirmou Nolasco.

Uma médica que esteve com a criança, antes do caso chegar ao conhecimento do pai, se disponibilizou a prestar depoimento confirmando a versão apresentada pela menina.

Fonte: Gazeta on line

Menina de dois anos é espancada. Mãe não sabe quem bateu

Mulher levou filha ao hospital, e funcionários acionaram o Conselho Tutelar



Arranhões no pescoço, um pé enfaixado e hematomas roxos espalhados pelas pequenas pernas, braços e costas. Essas eram as marcas no corpo de uma menina de apenas dois anos, ao chegar na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), na tarde de ontem, em Vitória.

A criança foi espancada, segundo o delegado da DPCA, Marcelo Nolasco. "Podemos afirmar que foi agredida pois os hematomas são muitos para serem resultantes de quedas", disse o delegado que ficou perplexo com a cena.

A menina chegou a delegacia em uma ambulância do Hospital Infantil de Vila Velha, onde deu entrada no início da manhã. Segundo testemunhas, a pequenina foi levada até a unidade pela própria mãe, que a acompanhava, devido bolhas enormes no pé. Foi necessário uma pequena cirurgia para drenar o ferimento.

Os próprios funcionários do hospital acionaram o Conselho Tutelar devido o choque de horror ao ver o corpo da menina.

Ao ser questionada sobre as marcas da criança, a mãe afirma não saber o que houve. "Tem uma semana que apareceram os roxos. Mas não sei o que aconteceu. Lá em casa não tem escada ou degrau, ela não brinca na rua, o irmão não bate nela e ela ainda não frequenta a escola", afirmou a mãe, de 20 anos.

A mãe, auxiliar de serviços gerais de um posto, e o namorado, com quem mora junto há dois meses, trabalham fora. A vítima e o irmão dela, de 3 anos, ficam com uma babá de 17 anos. A adolescente possui uma filha, de 1 ano, com o namorado da mãe da criança espancada.

O homem chegou a ser detido, ontem, porém foi ouvido e liberado pela polícia.

"Não há uma situação de flagrante pois as agressões aconteceram há cerca de uma semana. Porém, vamos instaurar inquérito para investigar quem é praticou esse crime e prendê-lo", afirmou Marcelo Nolasco.

Além de apontar o nome do agressor e pedir a prisão, o delegado vai verificar se houve omissão por parte da mãe da criança por não ter procurado a polícia ou mesmo colaborado com a investigação.

Fonte: Gazeta on line

quinta-feira, 21 de julho de 2011

8 coisas que tornam os homens ridiculos

10 Regras da Amizade

Ricardo surge como paladino da moralidade, mas omite ter recebido doação de empreiteira

O senador Ricardo Ferraço (PMDB) apareceu na noite dessa terça-feira (20), no jornal da TV Vitória, como paladino da moralidade ao comentar o escândalo envolvendo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Contractor Engenharia e o senador Magno Malta, presidente do PR no Estado, que recebeu da empreiteira R$ 30 mil na campanha de 2010.


Na reportagem, que procura vincular Malta ao superfaturamento das obras, Ricardo promete apurar com rigor as denúncias envolvendo o órgão, que eclodiram em Brasília com a demissão do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e já respigam em outros estados, entre eles o Espírito Santo. Ele afirma que irá analisar os contratos e avisa que as denúncias envolvendo o DNIT, que pipocam em todo o Brasil, vão favorecer a abertura de uma CPI no Senado. O senador peemedebista, porém, “esqueceu” de dizer que também recebeu exatos R$ 30 mil na campanha do ano passado da mesma empresa acusada de superfaturamento, a Contractor Engenharia.

A lista de beneficiários da Contractor não é nova e não se restringe aos dois senadores. O ex-governador Paulo Hartung (PMDB), na campanha de 2006, recebeu R$ 50 mil da empreiteira. Naquele ano, o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT), recebeu outros R$ 50 mil; e o atual presidente da Câmara, Rodrigo Chamoun (PSB), engordou seu caixa de campanha em R$ 10 mil (2006) e R$ 15 mil, em 2010 (veja na tabela acima a lista das doações).

A reportagem da TV Vitória, informa que as obras na Rodovia do Contorno se arrastam há dez anos. Destaca ainda como “curioso” o fato de a empresa ter sido contratada sem concorrência, ou seja, apenas a Contractor compareceu ao certame, ocorrendo o que se denomina de “licitação deserta”. Diante da ausência de concorrentes, a empreiteira foi convidada a dar o lance.

A empresa cobrou R$ 66 milhões para concluir os seis quilômetros pendentes da rodovia. Após as explicações iniciais, a reportagem insinua: “(...) Mais curioso ainda é que esta mesma empreiteira doou R$ 30 mil para a campanha do senador Magno Malta. A licitação aconteceu no dia 7 de dezembro do ano passado, meses após o resultado da eleição, que deu vitória ao republicano (...)”.

Faltou à reportagem informar a lista de beneficiários das doações da empresa nas últimas eleições. Estariam então todos os beneficiários envolvidos num grande esquema de superfaturamento de obras com a empreiteira?

Hartung versus Malta

Todo mundo sabe que o ex-governador Paulo Hartung é desafeto de longa data do senador Magno Malta. É, portanto, plausível supor que Paulo Hartung - aproveitando a deixa da enxurrada de denúncias que jorram de Brasília e já invadem alguns estados, como no caso do Espírito Santo com as obras da Rodovia do Contorno -, tenha instruído Ricardo Ferraço a assumir a frente do escândalo no Senado para pedir a imediata apuração das denúncias. Saindo na dianteira, aconselharia o ex-governador, o senador ganharia visibilidade e, de quebra, ajudaria a neutralizar de vez um dos principais adversários de Hartung nas eleições municipais de 2012.

Com o governador Renato Casagrande na mão e refém da ampla aliança de partidos que dão sustentação ao governo, Hartung sabe que o socialista está engessado no processo eleitoral do ano que vem. O ex-governador também sabe que Malta continua sendo a única e incômoda pedra no seu sapato capaz de “desestabilizar” as articulações do tabuleiro eleitoral de 2012. O senador, se fortalecido, poderia influenciar decisivamente a sucessão das prefeituras e a briga pelos assentos nas câmaras municipais.

De outro lado, com Malta nas cordas, Hartung ficaria com o caminho livre para fazer barba, cabelo e bigode nas próximas eleições.

Anulação de contrato

Nessa terça-feira (19), o Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) requereu ao diretor da Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), Halpher Luigi, a anulação do contrato sem licitação com a empresa Contractor Engenharia para a complementação da Rodovia do Contorno, no valor R$ 66,8 milhões, para conclusão de um trecho de apenas 6,6 km.

A recomendação do procurador Fabrício Caser estabelece o prazo de cinco dias para o superintendente do órgão no Estado adotar providências.

Caser pede a anulação do contrato com a Contractor, “tendo em vista o vício de legalidade pela falta de realização de licitação”. O MPF/ES recomendou ainda que o DNIT realize um estudo detalhado sobre os custos da obra.

Para sustentar a recomendação, o procurador cita as denúncias de irregularidades no Ministério dos Transportes e no DNIT, as quais culminaram com a exoneração do Ministro dos Transportes e de diretores do DNIT.

Fonte: Seculo Diario

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Orientação de Malta ao PR é rivalizar com o PMDB nas eleições municipais de 2012


O senador Magno Malta deu uma orientação para o PR estadual na composição das alianças para a disputa eleitoral do próximo ano. O partido não deve ficar no mesmo palanque em que esteja o PMDB do ex-governador Paulo Hartung. Vai buscar o confronto direto como o PMDB em 2012.

O senador aponta, porém, que em se tratando de disputas municipais, as conjunturas locais podem trazer algumas alterações nessa determinação caso a aliança dos partidos seja inevitável ou não entre no jogo de interesse do ex-governador.

Um exemplo dessas exceções é a discussão em Cachoeiro de Itapemirim, em que o partido já estaria fechado com o PMDB, por conta das incompatibilidades do PR com o prefeito Carlos Casteglione (PT).

O petista não teria dado reciprocidade ao apoio do PR em 2008, esperada na disputa do ano passado, quando Malta concorreu à reeleição ao Senado. No sul do Estado, onde o PR tem um nome em potencial para a disputa municipal, Glauber Coelho, o partido já fez uma composição apoiando o deputado Theodorico Ferraço (DEM), que está em namoro com o PMDB.

Outra exceção que pode ser considerada pelo PR é a disputa em Vila Velha. Hoje o PMDB municipal faz parte da administração e Malta afirma que pode abrir mão da rivalidade com o ex-governador Paulo Hartung caso o partido mantenha o apoio à reeleição do prefeito Neucimar Fraga. O que mostra que o relacionamento entre o senador e o prefeito de Vila Velha é bom.

O município onde esta rivalidade deve ficar mais evidente é a Capital, já que há a possibilidade de o ex-governador vir a disputar a eleição. Neste caso, o senador afirma ter uma preferência pelo apoio ao vereador de oposição Max da Mata (DEM), com quem deve ter um encontro ainda esta semana.

A preferência por Max da Mata em vez de Iriny Lopes (PT) se daria por incompatibilidades ideológicas. A situação em Vitória deixa claro que o senador quer um confronto não com o PMDB em si, mas com Paulo Hartung, o que pode ter reflexos na disputa sucessória do Estado, em 2014.

Fonte: Século Diário