terça-feira, 7 de setembro de 2010

Brejetuba continua cadastrando no Produtor ES de Água

Cinco já recebem incentivo financeiro e outros 25 já estão em fase de assinatura do contrato


Continua em Brejetuba o Projeto Produtores de Água, sendo que o último encontro com os proprietários rurais foi na comunidade de Rancho Dantas, nessa terça-feira, dia 31 de agosto. No município, cinco produtores já recebem anualmente seus incentivos financeiros e outros 25 já estão em fase de assinatura do contrato.

O último encontro faz parte de uma segunda etapa de apresentação do projeto, que começou no dia 10 e contemplou regiões antes não visitadas, a exemplo da comunidade de Alto Silveira. Para cobrir todas as comunidades rurais, uma equipe da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente faz um trabalho de divulgação e mobilização.

O Produtor ES de Água é um projeto do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos- Iema que conta com a parceria do Instituto Bio Atlântica- IBio, da Prefeitura de Brejetuba e de outros órgãos afins. A estratégia é o mecanismo de pagamento por serviços ambientais relacionados aos recursos hídricos. O produtor rural que participa recebe um incentivo financeiro por ajudar na preservação de determinadas áreas que se encontram dentro da sua propriedade.

De acordo com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, Brejetuba faz parte do programa desde o ano passado, quando a Bacia do Guandu, juntamente com a Bacia do São José, foi a segunda unidade hidrográfica do Estado a ser contemplada pelo projeto. A inclusão aconteceu depois de um longo trabalho de articulação do Consórcio e do Comitê do Rio Guandu.

Para participar do projeto, o proprietário deve procurar a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente para preencher um requerimento e apresentar um documento que comprove o título da terra (escritura ou CCIR), CPF, identidade e comprovante de residência atual. Informações: (27) 3733-1302, falar com Beto ou Sabrina, e no site www.meioambiente.es.gov.br (link Projetos Especiais)



STJ mantém deputado Robson Vaillant afastado do cargo



O deputado estadual Robson Vaillant (DEM) continua afastado do cargo. A presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta segunda-feira (6) o pedido para suspender a decisão do Juiz de Direito da 2º Vara da Fazenda Pública da Comarca de Vitória que afastou o parlamentar.

O deputado é acusado de reter parte dos vencimentos dos servidores. Ele mantinha, segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo, uma empregada doméstica e um servidor á disposição da Igreja Universal do Reino de Deus, pagos com o dinheiro público. O Ministério Público capixaba também encontrou indícios de servidores que eram nomeados pelo gabinete de Robson Vaillant para atuar em obras da igreja.

No pedido enviado ao STJ, a defesa sustenta que a decisão que determinou o afastamento do cargo e que negou o pedido de suspensão de execução da liminar está apoiada em meras suposições e conjecturas. Para o advogado, a decisão não possui qualquer fundamento, conforme dispõe o artigo 20 da Lei n. 8.429/92 (A autoridade judicial ou administrativa competente poder determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária a instrução processual).

Na decisão do STJ , destaca-se o fato de que a manutenção do deputado no cargo parece impedir a adequada coleta de provas orais. Além disso, a suspensão de liminar e de sentença limita-se a averiguar a possibilidade de grave lesõo à ordem, e segurança, saúde e economia pública. O entendimento foi o de que o afastamento de apenas um deputado estadual do seu cargo, no caso concreto, não causar grave lesões à atividade legislativa no Espírito Santo, que deve prosseguir com os demais eleitos e com o eventual suplente.


Bandidos assaltam joalheria, são surpreendidos por segurança e um acaba preso em shopping de Vitória


Com informações do Folha Vitória


Um assalto a uma joalheria no interior de um shopping de Vitória causou tumulto e correria por volta das 19h30 deste domingo (5). Os bandidos foram surpreendidos pela equipe de segurança do estabelecimento logo após a ação criminosa. A movimentação provocou pânico em clientes que estavam no local e levou os estabelecimentos a baixarem as portas por iniciativa própria.

Testemunhas contaram que os clientes do shopping foram orientados a entrar nas lojas. Quem ficou nos corredores entrou em desespero, já que os delinquentes corriam para várias direções, com armas em punho. Imediatamente após a ação, policiais militares foram acionados e, fortemente armados, ocuparam os arredores do shopping.

"As pessoas foram levadas pra dentro das lojas que fecharam as portas. A gente vê a polícia passando armada até com metralhadora", contou uma jornalista de Brasília que estava no local.

Por volta das 20h05, os militares permitiram a saída das pessoas dos estabelecimentos e o shopping foi evacuado. As cancelas do estacionamento foram liberadas para acelerar a saída dos automóveis.

O chefe da segurança do shopping confirmou a tentativa de assalto e negou que os acusados tenham efetuado disparos de arma de fogo. Segundo ele, um dos assaltantes foi preso quando tentava correr para o interior das salas de cinemas. Ele estava com joias e uma pistola calibre 380mm. Em seguida, o acusado foi levado ao DPJ de Vitória.

Em nota, a assessoria de imprensa do shopping informou que o assalto ocorreu na joalheria Lia Antônio e que a sua equipe de segurança agiu com pronta eficiência evitando riscos aos seus clientes e conseguindo prender um dos dois assaltantes que entraram no empreendimento. Parte da mercadoria roubada já foi recuperada e o shopping voltou a operar normalmente. "Importante destacar , ainda, que tudo ocorreu sem que fosse registrado nenhum tiro".

INDEPENDÊNCIA OU MORTE? O BRASIL COMPROU A SUA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL.

FELIZ 07 DE SETEMBRO.
O DIA DA "INDEPENDÊNCIA"






EM 7 DE SETEMBRO DE 1822 D. PEDRO I, DEU O GRITO, MAS, NA VERDADE A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL SÓ FOI RECONHECIDA DEPOIS QUE O BRASIL PEGOU EMPRESTADO COM A GRÃ-BRETANHA 2 MILHÕES DE LIBRAS ESTERLINAS PARA INDENIZAR PORTUGAL, AÍ SIM OS DOIS PAÍSES RECONHECERAM A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL EM 29 DE AGOSTO DE 1825.
Abaixo a história oficial:


Independência do Brasil
Denomina-se “Independência do Brasil” o processo que culminou com a emancipação política desse país do reino de Portugal, no início do século XIX. Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado "Grito do Ipiranga". De acordo com a história oficial, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente D. Pedro bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte!. Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores.
A moderna historiografia em História do Brasil remete o início do processo de independência à Transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.


A transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil (1807)
A partir de 15 de Julho de 1799, o Príncipe do Brasil, D. João, tornou-se Príncipe Regente de Portugal. Os acontecimentos na Europa, onde Napoleão Bonaparte se afirmava, sucederam-se com velocidade crescente.
Desde 1801 que se considerava a idéia da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil. As facções no governo português, entretanto, se dividiam:
• a facção anglófila, partidária de uma política de preservação do Império Colonial Português e do próprio Reino, através do mar, apoiados na antiga aliança Luso-Britânica; e
• a facção francófila, que considerava que a neutralidade só poderia ser obtida através de uma política de aproximação com a França.


A decretação do Bloqueio Continental em Berlim (1806) tornou mais difícil a neutralidade Portuguesa. Em 1807, o Tratado de Fontainebleau dividiu arbitrariamente Portugal em três reinos. Desde Outubro desse ano, Jean-Andoche Junot, antigo embaixador francês em Lisboa, preparava-se para invadir Portugal. Foi nesse contexto que D. João pactuou com a Grã-Bretanha a transferência do governo para o Rio de Janeiro, sob a proteção dos últimos.
Com a invasão francesa de Portugal em progresso, a 29 de Novembro iniciou-se a viagem da Família Real e da Corte Portuguesa para o Brasil. Dezoito navios de guerra portugueses e treze ingleses escoltaram mais de vinte e cinco navios mercantes de Lisboa até à costa do Brasil. A bordo seguiam mais de quinze mil portugueses. O Reino ficava a ser governado por uma Junta de Regência que Junot logo dissolveu.
Com a presença da Família Real Portuguesa no Brasil a partir de 1808, registrou-se o que alguns historiadores brasileiros denominam de "inversão metropolitana", ou seja, o aparelho de Estado Português passou a operar a partir do Brasil, que desse modo deixou de ser uma "colônia" e assumiu efetivamente as funções de metrópole.


A Revolução liberal do Porto (1820)
O passo seguinte, que conduziu à independência do Brasil, ocorreu com a eclosão da Revolução liberal do Porto (24 de agosto de 1820), que impôs o regresso de D. João VI a seu país, visando forçar o retorno do chamado Pacto Colonial. A notícia do movimento chegou ao Rio de Janeiro em 12 de outubro, causando intensa comoção.

A partida da família real
Pressionado pelo triunfo da revolução constitucionalista, o soberano retornou com a família real para Portugal, deixando como príncipe regente no Brasil o seu primogênito, D. Pedro de Alcântara.
As divergências
Não se pode compreender o processo de independência sem pensar no projeto recolonizador das Cortes portuguesas, a verdadeira origem da definição dos diversos grupos no Brasil. Embora o rompimento político com Portugal fosse o desejo da maioria dos brasileiros, havia muitas divergências. No movimento emancipacionista havia grupos sociais distintos: a aristocracia rural do Sudeste brasileiro, as camadas populares urbanas liberais radicais, e, por fim, a aristocracia rural do Norte e Nordeste, que defendiam o federalismo e até o separatismo.
A aristocracia rural do Sudeste, a mais poderosa, era conservadora, lutando pela independência, defendendo a unidade territorial, a escravidão e seus privilégios de classe. Os liberais radicais queriam a independência e a democratização da sociedade, mas seus chefes, Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, permaneceram atrelados à aristocracia rural, sem revelar vocação revolucionária. A aristocracia rural do norte e nordeste enfrentava a forte resistência dos comerciantes e militares portugueses, Josué fortes no Pará, Maranhão e Bahia. Além disso, desconfiavam da política centralizadora de José Bonifácio.
O partido português no Brasil chamado por vezes de "os pés de chumbo", estava do lado das Cortes; o partido brasileiro e os liberais radicais eram contra elas, mas divergiam quanto aos objetivos. Para o partido brasileiro, o ideal era a criação de uma monarquia dual (Brasil e Portugal) para preservar a autonomia administrativa e a liberdade de comércio. Mas a intransigência das Cortes Portuguesas, que nada tinham de liberais, fez o partido inclinar-se pela emancipação, sem alterar a ordem social vigente e os seus privilégios adquiridos. Já os liberais radicais formavam um agrupamento quase revolucionário, bem próximo das camadas populares urbanas, sendo alguns de seus membros republicanos. No conjunto, tratava-se do grupo mais receptivo às mudanças mais profundas e democráticas da sociedade.
A concretização das aspirações de cada um desses agrupamentos era distinta. Os grandes proprietários rurais ligados ao partido brasileiro dispunham dos meios efetivos para a realização de seus objetivos. O anseio por um comércio livre de entraves mercantilistas encontrava apoio em forças internacionais, lideradas pela burguesia britânica. A sólida base econômica e social escravista garantia ainda os recursos materiais para resistir com êxito à provável ameaça recolonizadora de Lisboa.
Na disputa contra os conservadores, os radicais cometeram o erro de reduzir a questão à luta pela influência sobre o Príncipe Regente. Era inevitável que este preferisse os conservadores. Ademais, os conservadores encontraram em José Bonifácio de Andrada e Silva um líder bem preparado para dar à independência a forma que convinha às camadas dominantes.



O "Fico" e o "Cumpra-se"
A situação do Brasil permaneceu indefinida durante o ano de 1821. Em 9 de dezembro, chegaram ao Rio de Janeiro os decretos das Cortes que determinavam a abolição da Regência e o imediato retorno de D. Pedro de Alcântara a Portugal, a obediência das províncias a Lisboa (e não mais ao Rio de Janeiro), a extinção dos tribunais do Rio de Janeiro. O Príncipe Regente começou a fazer os preparativos para o seu regresso, mas estava instaurada uma enorme inquietação. O partido brasileiro ficou alarmado com a recolonização e com a possibilidade de uma explosão revolucionária. A nova conjuntura favoreceu a polarização: de um lado o partido português e do outro, o partido brasileiro com os liberais radicais, que passaram a agir pela independência.
Sondado, o Príncipe Regente mostrou-se receptivo. Foram então enviados emissários às Províncias de Minas Gerais e de São Paulo para obter a adesão à causa emancipacionista, com resultados positivos.
A decisão do príncipe de desafiar as Cortes decorreu de um amplo movimento, no qual se destacou José Bonifácio. Membro do governo provisório de São Paulo, escrevera em 24 de dezembro de 1821 uma carta a D. Pedro, na qual criticava a decisão das Cortes de Lisboa e chamava a atenção para o papel reservado ao Príncipe na crise. D. Pedro divulgou a carta, publicada na Gazeta do Rio de Janeiro de 8 de janeiro de 1822 com grande repercussão. Dez dias depois, chegou ao Rio uma comitiva paulista, integrada pelo próprio José Bonifácio, para entregar ao Príncipe a representação paulista. No mesmo dia, D. Pedro nomeou José Bonifácio ministro do Reino e dos Estrangeiros, cargo de forte significado simbólico: pela primeira vez na História o cargo era ocupado por um brasileiro.
No Rio de Janeiro também havia sido elaborada uma representação (com coleta de assinaturas) em que se pedia a permanência de D. Pedro de Alcântara no Brasil. O documento foi entregue ao Príncipe a 9 de janeiro de 1822 pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro. Em resposta, o Príncipe Regente decidiu desobedecer às ordens das Cortes e permanecer no Brasil, pronunciando a célebre frase "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!". O episódio tornou-se conhecido como "Dia do Fico".
D. Pedro ganhou forte apoio popular com a decisão do "Fico". Para resistir às ameaças de recolonização foi decretada, em 16 de fevereiro de 1822, a convocação de um Conselho de Procuradores Gerais das Províncias do Brasil. Teoricamente, este órgão tinha por finalidade auxiliar o Príncipe mas, na prática, tratava-se de uma manobra dos conservadores, liderados por José Bonifácio, contra os radicais, representados por Joaquim Gonçalves Ledo, um funcionário público para quem a preservação da unidade político-territorial do Brasil deveria ser feita convocando-se uma Assembléia Constituinte eleita pelo povo. A finalidade do Conselho era, na prática, a de manter a unidade sob controle do poder central e dos conservadores.
Em maio, a cisão entre D. Pedro e as Cortes aprofundou-se: o Regente determinou que qualquer decreto das Cortes só poderia ser executado mediante o "Cumpra-se" assinado por ele, o que equivalia a conferir plena soberania ao Brasil. A medida teve imediato apoio: quando dos festejos pelo aniversário de João VI de Portugal, a 13 de maio, o Senado da Câmara do Rio de Janeiro pediu ao Príncipe Regente que aceitasse para si e para seus descendentes o título de "Defensor Perpétuo do Brasil".
Neste contexto, houve uma investida militar da Divisão Auxiliadora, unidade de linha do Exército Português estacionada na cidade do Rio de Janeiro, sob o comando do Tenente-general Jorge de Avilez, que acabou sendo expulso do Brasil com as suas tropas, após ter se confrontado com as tropas da Divisão Militar da Guarda Real de Polícia (embrião da atual Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro), leais a D. Pedro.
Os liberais radicais mantinham-se ativos: por iniciativa de Gonçalves Ledo, uma representação foi dirigida a D. Pedro para expor a conveniência de se convocar uma Assembléia Constituinte. O Príncipe decretou a convocação em 13 de junho de 1822. A pressão popular levaria a convocação adiante, dando continuidade ao processo.
José Bonifácio resistiu à ideia de convocar a Constituinte, mas foi obrigado a aceitá-la. Procurou descaracterizá-la, propondo a eleição indireta, que acabou prevalecendo contra a vontade dos liberais radicais, que defendiam a eleição direta. Embora os conservadores tenham obtido o controle da situação e o texto da convocação da Constituinte apresentasse declarações favoráveis à permanência da união entre Brasil e Portugal, as Cortes de Lisboa insistiam: o Príncipe Regente deveria retornar imediatamente.
A declaração de Independência
No final de agosto de 1822, D. Pedro deslocou-se à província de São Paulo para acalmar a situação depois de uma rebelião contra José Bonifácio. Apesar de ter servido de instrumento dos interesses da aristocracia rural, à qual convinha a solução monárquica para a independência, não se deve desprezar os seus próprios interesses. O Príncipe tinha formação absolutista e por isso se opusera à Revolução do Porto, de caráter liberal. Da mesma forma, a política recolonizadora das Cortes desagradou à opinião pública brasileira. E foi nisso que se baseou a aliança entre D. Pedro e o "partido brasileiro". Assim, embora a independência do Brasil possa ser vista, objetivamente, como obra da aristocracia rural, é preciso considerar que teve início como compromisso entre o conservadorismo da aristocracia rural e o absolutismo do Príncipe.

O GRITO
Em 7 de Setembro, ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal, e a outra da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão do ministro e advertindo: "O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece".
Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!", rompendo os laços de união política com Portugal.
Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1 de dezembro na Capital.



A guerra da Independência
Consolidado o processo na região Sudeste do Brasil, a independência das demais regiões da América Portuguesa foi conquistada com relativa rapidez. Contribuiu para isso o apoio diplomático e financeiro da Grã-Bretanha. Sem um Exército e sem uma Marinha de Guerra, tornou-se necessário recrutar mercenários e oficiais estrangeiros para comandá-los, do mesmo modo que adquirir meios.
Desse modo, foi sufocada a resistência portuguesa na Província da Bahia, na do Maranhão, na do Piauí e na do Pará.
O processo militar estava concluído já em 1823, restando encaminhar a negociação diplomática do reconhecimento da independência com as monarquias européias.
Consequências
À semelhança do processo de independência de outros países latino-americanos, o de independência do Brasil preservou o status quo das elites agroexportadoras, que conservaram e ampliaram os seus privilégios políticos, econômicos e sociais.
Ao contrário do ideário do Iluminismo, e do que desejava, por exemplo, José Bonifácio de Andrada e Silva, a escravidão foi mantida, assim como os latifúndios, a produção de gêneros primários voltada para a exportação e o modelo de governo monárquico.
Para ser reconhecido oficialmente, o Brasil negociou com a Grã-Bretanha e aceitou pagar indenizações de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal. A Grã-Bretanha saiu lucrando, tendo início o endividamento externo do Brasil. Quando D. João VI retornou a Lisboa, por ordem das Cortes, levou todo o dinheiro que podia — calcula-se que 50 milhões de cruzados, apesar de ter deixado no Brasil a sua prataria e a enorme biblioteca, com obras raras que compõem hoje o acervo da Biblioteca Nacional. Em conseqüência da leva deste dinheiro para Portugal, o Banco do Brasil, fundado por D. João ainda 1808, veio a falir em 1829.



Considerações historiográficas
A data comemorada oficialmente é 7 de setembro de 1822, uma vez que nesse dia, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, o Príncipe Regente D. Pedro, ao receber a correspondência da Corte, teria proclamado o chamado "grito da Independência", à frente da sua escolta: "Independência ou Morte!"
Outras datas consideradas historiograficamente para a Independência, embora menos populares são a data da coroação do Imperador (1 de dezembro de 1822) ou mesmo a do reconhecimento da Independência por Portugal e pela Grã-Bretanha (29 de agosto de 1825).
Bibliografia
• CALMON, Pedro. A Vida de D. Pedro II, o Rei Filósofo. Rio de Janeiro: Editora Biblioteca do Exército, 1975.
• LEITE, Renato Lopes. Republicanos e Libertários: Pensadores Radicais no Rio de Janeiro (1822). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
• LEITE, Renato Lopes. História da historiografia da Independência: apropriações do Sete de Setembro. Ensino e Pesquisa (União da Vitória), v. III, p. 34-50, 2007.
• LIMA, Manuel de Oliveira. Dom João VI no Brazil (1808-1821). Rio de Janeiro: Editora Typ. Jornal do Commercio, 1908.
• LIMA, Manuel de Oliveira. O Movimento da Independência. São Paulo: Editora Melhoramentos, 1972.
• MALERBA, Jurandir. A corte no exílio: civilização e poder no Brasil às vésperas da Independência. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
• MALERBA, Jurandir. (org.). A Independência brasileira: novas dimensões. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.
• MELLO MORAES, A. J. de. A Independência do Império do Brasil. Rio de Janeiro: Typ. do Globo, 1877.
• NABUCO, Joaquim. Um Estadista do Império. Companhia Editora Nacional, 1936.
• OLIVEIRA, Cecília Helena de S.. A independência e a construção do império. São Paulo: Atual, 1995.
• SOUZA, Octávio Tarquínio de. A Vida de D. Pedro I (3 v.). Rio de Janeiro: Editora Bibliex e Livraria José Olympio, 1972.
• SOUZA, Octávio Tarquínio de. (org.). História dos fundadores do Império do Brasil (10 v.). Editora Itatiaia, várias datas.
• TORRES, João Camilo de Oliveira. A Democracia Coroada. José Olympio, 1952.
• PRADO JÚNIOR, Caio. Evolução política do Brasil: Colônia e Império. São Paulo: Brasiliense, 1988.



Filmografia
• Independência ou Morte, filme de 1972 dirigido por Carlos Coimbra, comemorativo dos 150 anos da Independência do Brasil. Apresenta uma visão mítica da Independência, alimentando um ideal nacionalista heróico.
• Carlota Joaquina, Princesa do Brasil, filme de 1995, dirigido por Carla Camurati. Apresenta uma visão burlesca sobre a vinda e a presença da Família Real e da Corte Portuguesa no Brasil.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

II Passeio Ciclístico da Independência

Será no dia 12 de Setembro de 2010, com inicio no ginásio de esportes de Brejetuba, às 08h00, com execução do Hino Nacional e oração, a partida acontecerá as 08h30 com destino a Brejaubinha.

Na chegada a Brejaubinha haverá um lanche, após o lanche o retorno para o ginásio de Brejetuba onde irá acontecer I Torneio Juvenil.

Vamos participar, chame todos seus colegas. As Inscrições serão feitas no dia do Passeio e o valor da inscrição é de R$: 2 para ajudar nas despesas.

Organização: Tim Tim





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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

SESSÃO DE QUARTA - CLIMA TENSO EM BREJETUBA


Acredito que a população de Brejetuba não está gostando nada do que está acontecendo com os nossos vereadores.

SEI QUE TODOS ESTÃO CURIOSOS EM SABER O QUE ACONTECEU NA SESSÃO DE QUARTA, ESTOU TENDO DIFICULDADE EM REUNIR INFORMAÇÕES, POIS ESTAVA TRABALHANDO E NÃO PUDE IR NA SESSÃO, SE ALGÚÉM TIVER ALGUMA COISA ME MANDE POR E-MAIL. OBRIGADO.
POR ENQUANTO VOU DEIXAR ESTA MENSAGEM QUE SERVE PARA OS DOIS LADOS DA MOEDA.

As Pontes da União



Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.

Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.

Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.

- Estou procurando trabalho, disse ele.Talvez você tenha algum serviço para mim.

- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho.

Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.

- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.

O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.

Quando o fazendeiro chegou, nao acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construida ali, ligando as duas margens do riacho.

Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:

- Voce foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.

Mas as surpresas nao pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.

O irmão mais novo então falou:

- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.

De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.

- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.

E o carpinteiro respondeu:

- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...

Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos...

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

PARA SUA REFLEXÃO

Salmo 23
Sonhos - Chris Duran




O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

SANTA LEOPOLDINA - Escolas e postos de saúde fechados por falta de funcionários


A prefeitura de Santa Leopoldina demitiu 365 funcionários contratados por meio de cargos comissionados na manhã de ontem. A demissão em massa foi para cumprir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a prefeitura, o Ministério Público do Espírito Santo (PMES) e Ministério Público do Trabalho no último dia 1º de maio.
Com isso, cerca de 80% das escolas do município estão fechadas e apenas um médico atende a toda a população. O TAC deu 120 dias, contados a partir da assinatura, para que a prefeitura fizesse um concurso público municipal, o que não ocorreu. O prefeito da cidade, Ronaldo Prudêncio, alega que o prazo dado pelo Ministério público não foi suficiente para que o concurso fosse realizado.

Na manhã de ontem, cerca de 300 funcionários tomaram as ruas da cidade e fecharam a principal avenida da Sede em manifestação contra as demissões. O prefeito acusa o promotor da cidade, Jefferson Valente Muniz, de perseguição política e pessoal contra ele.

“O promotor exigiu que a prefeitura fizesse o concurso e deu um prazo curto para isso. Como não foi possível realizar o concurso em 120 dias, tive que demitir os funcionários em cargos comissionados para cumprir o TAC”, disse o prefeito.
Ronaldo Prudêncio informou que entrou ontem com uma ação pedindo a anulação do Termo de Ajustamento de Conduta assinado por ele no mês de maio. “Eu quero fazer o concurso público, mas preciso de mais tempo. Quando assinamos o TAC, achávamos que o prazo era suficiente, mas não conseguimos contratar uma empresa e realizar o concurso em 120 dias”.

O prefeito disse que o Ministério Público se recusou a prorrogar o prazo de cumprimento do TAC. “Eu quero realizar o concurso público, mas preciso um prazo pelo menos até janeiro de 2011 para contratar a empresa, aplicar as provas e convocar os aprovados”, afirmou.

O prefeito informou que no próximo dia 9 de setembro será aberta a licitação para contratar uma empresa que aplicará as provas do concurso. Enquanto o Ministério Público não prorrogue o prazo ou a prefeitura não consiga a anulação do TAC, a prefeitura está com grande parte dos serviços paralisados.

Promotor diz que quer legalidade nas contratações

O promotor de Santa Leopoldina, Jefferson Valente Muniz, se defende das acusações feitas pelo prefeito. “Não estou perseguindo ninguém, só quero a legalidade no município. Desde outubro do ano passado avisei ao prefeito que era necessário o concurso, mas ele não fazia nada. Em maio foi assinado o TAC, mas nem assim ele iniciou o processo de seleção”, disse o promotor.

Jefferson Muniz destacou ainda que durante os quatro meses de vigência do TAC, o prefeito não contratou uma empresa para realizar o concurso. “O povo está pagando por uma irresponsabilidade do prefeito, que insiste em não aplicar o concurso. O Ministério Público quer legalidade na contratação dos funcionários públicos municipais, apenas isso”, garantiu.
O promotor disse ainda que foi dado um prazo até o dia 10 de setembro para o prefeito apresentar um cronograma de aplicação do concurso. “O prefeito pediu prazo indeterminado para aplicar o concurso, isso não admitimos, mas se ele nos apresentar um cronograma e mostrar que está dando andamento no concurso público, podemos prorrogar o prazo dado no Termo de Ajustamento, que venceu no último dia 28”, afirmou.

O promotor alertou ainda que se em 10 dias o prefeito não apresentar argumentos que convença o MP a prorrogar o prazo, ele terá que pagar uma multa de R$ 500 mil. “Se o prefeito não der início no concurso, ele irá assumir as conseqüências de um problema que ele mesmo criou”, acrescentou o promotor.
O que parou no município

Com a exoneração dos funcionários que ocupavam cargos comissionados, só permaneceram os secretários e assessores diretos, além de servidores que ocupam cargos efetivos. Ontem, 32 escolas e oito creches ficaram fechadas. Hoje, a prefeitura acredita que pelo menos 17 escolas devem funcionar com poucos professores e sem merendeiras.
Na saúde, os quatro postos de saúde do interior irão permanecer fechados. O posto de saúde da Sede irá abrir, mas sem médico de plantão. O hospital da cidade também está sem médicos e teve redução no quadro dos demais profissionais de saúde.

Ainda foram exonerados: toda a equipe do Programa de Saúde da Família (PSF), que inclui médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares em enfermagem e chefes de agencias. Também foram demitidos cerca de 90 estagiários, motoristas, e cerca de 80% dos professores da cidade que atuam nas escolas municipais.

sábado, 28 de agosto de 2010

Cantor de Ibatiba morre em acidente na BR-262



A morte de um cantor que passou os últimos 30 minutos de sua vida agonizando ao lado do seu veículo destruído, que acabara de sofrer uma colisão, deixou revoltados os moradores de um bairro de Venda Nova do Imigrante, os parentes da vítima, e autoridades de dois municípios.
A vítima foi identificada por José Miguel de Souza, o Zezé Miguel, de 34 anos. Ele era o líder do Grupo Musical Zezé Miguel e Banda, sediado na cidade de Ibatiba, Região Serrana do Estado. A banda havia animado um baile na localidade de Biriricas, Domingos Martins na noite deste sábado (21).

Zezé seguia para sua cidade juntamente com quatro músicos, colegas da banda que liderava, no Gol KSJ 5402, de Ibatiba, quando aconteceu o acidente. O veículo da vítima fatal colidiu com o Gol MPJ 1234, de Venda Nova, que era conduzido pelo agricultor Judson Leocárdio José Dias, 43 anos.

A colisão aconteceu no quilômetro 105, da Rodovia BR-262, na localidade de Bananeiras, distante um quilômetro do centro de venda Nova, por volta das 5h40m. Os dois veículos foram totalmente destruídos. Um deles tombou após a colisão e ficou com as rodas para cima.
Os instrumentos musicais eram transportados numa carroceria acoplada ao Gol do grupo musical. Não houve prejuízos com este material. O carro da vítima era conduzido por Celso Gonçalves Ribeiro, 40. No veículo seguiam ainda os músicos Edione, Erivander e César Nunes.
Eles saíram feridos. Todos foram atendidos no Hospital Padre Máximo, em Venda Nova do Imigrante e se encontram em observação médica. O motorista do outro Gol, que chegou a tombar após o impacto, Judson Leocárdio, sofreu apenas arranhões.

O irmão dele, Clésio Oliveira Dias, 49, sofreu lesões leves e também foi atendido na unidade hospitalar de Venda Nova do Imigrante. Eles seguiam para Vitória e transportariam para Brejetuba uma pessoa da família que esteve internada num hospital da Grande Vitória.
Moradores afirmam que ambulância do SAMU atrasou 40 minutos
De acordo com moradores próximos ao local do acidente, a ambulância do SAMU chegou pelo menos 40 minutos após a colisão. Uma pessoa que ficou revoltada Sílvio José Fernandes, residente num prédio em frente da pista da Rodovia BR-262.

Quando ouvi o estrondo corri até a janela e acionei o 192 SAMU. Estou totalmente ensanguentado. Eu e meus vizinhos fizemos outras ligações telefônicas, mas desistimos. Para se ter uma idéia da morosidade do SAMU, o carro do Corpo de Bombeiros saiu de Marechal Floriano, distante 60 quilômetros e chegou ao mesmo momento que a ambulância do SAMU. O rapaz morreu sem que pudéssemos fazer absolutamente nada. O fato nos deixou traumatizados, disse revoltado o morador Sílvio.
O prefeito de Ibatiba que também é médico na sua cidade, Lindon Jhonson Arruda Pereira, esteve no local e disse que nesta manhã a população estava revoltada em Ibatiba. A revolta é geral na cidade com a situação ocorrida na BR-262, que terminou na morte do cantor Zezé Miguel, disse.

Lindon Jhonson disse que conversou com o prefeito de Venda Nova, Dalton Perim e juntos irem ao Palácio Anchieta conversar com o governador Paulo Hartung sobre o que aconteceu. Falaremos que foi uma grande irresponsabilidade deste sistema recentemente instalado na região. A nossa finalidade é de agilizar o atendimento. Vidas podem ser salvas quando há agilidade médica.

Os policiais Guerim e Alexandre, da PRF que chegaram ao local após atender outro acidente, em Fazenda do Estado acionaram a Perícia da Polícia Civil e desviaram o tráfego de veículos da Rodovia BR-262 para dois acessos laterais alternativos. Não houve paralisações no trânsito. Fonte: Folha Vitoria

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

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