quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Evangélicos vão fazer campanha contra Dilma no Espírito Santo


O Fórum Político Evangélico do Espírito Santo e a Associação dos Pastores Evangélicos da Grande Vitória (APEGV) anunciaram que vão fazer campanha no Estado contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. A estimativa é que um terço da população capixaba seja evangélica, o que significa cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Segundo o pastor Enock de Castro, presidente da APEGV, a posição foi tomada depois de uma consulta às diversas igrejas associadas às duas entidades. "Entre 80% e 90% dos evangélicos tendem a votar em José Serra (PSDB). O risco é grande de vermos alguns princípios religiosos serem afetados. Há uma posição da Dilma em defesa do aborto, da união civil entre pessoas do mesmo sexo e proibição de proferir religião em órgãos públicos, que são coisas que não podemos aceitar", disse, ao justificar a posição.

Já o presidente do Fórum Político Evangélico do Espírito Santo, Lauro Cruz, afirmou que a postura tucana preocupa menos. "O posicionamento histórico de Dilma gera apreensão. Ela é a favor do aborto, embora tenha negado isso. A postura de Serra preocupa menos do que a de Dilma. E dos males, vamos escolher o menor."

Outro ponto apontado pelas lideranças evangélicas capixabas contra a petista foram as alianças políticas firmadas pelo PT para viabilizar a candidatura da ex-ministra. "Ao lado dela estão José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Dirceu. Não são políticos confiáveis", comentou Cruz.

No primeiro turno, as duas entidades evangélicas apoiaram a candidata do PV, Marina Silva, e chegaram a subir no palanque dela quando esteve em Vitória, no fim de setembro. "Esperamos uma posição neutra da Marina", afirmou Castro.

Família

Outra entidade evangélica capixaba, a Convenção das Assembleias de Deus, afirmou que também vai apoiar Serra. "Quando aceitamos um membro, avaliamos sua conduta. Alguém para presidir uma família tão grande como a brasileira tem de ter uma raiz, que é a família. Na campanha, José Serra se apresentou junto com a família. É assim que tem que ser e vamos orientar os fiéis nesse sentido", disse Osmar de Moura, presidente da Convenção.

Já a Igreja Católica, por meio da Arquidiocese de Vitória, lançou um documento oficial assinado pelo arcebispo Luiz Mancilla Vilela, condenando quem apoia questões como o aborto, a violação à liberdade de expressão e religiosa.

"Não vote naqueles que defendem um falso conceito de direitos humanos, por exemplo, colocando como se fosse direito: a violação da liberdade de expressão, o direito de matar o ser humano no seio materno, o direito de adoção de crianças quando faltam as qualidades de mãe ou de pai, o direito de violar a liberdade religiosa impedindo que cada religião use os seus símbolos sagrados. Estes não merecem o seu voto de católico", escreveu o arcebispo.

No domingo da eleição, alguns padres católicos chegaram a pregar contra o voto em Dilma durante a homilia das missas matinais. Um dos exemplos foi a Igreja de Santa Rita, localizado na Praia do Canto, um bairro nobre da capital capixaba.

No Espírito Santo, houve uma vitória apertada da candidata petista. Dilma conquistou 37,25% dos votos válidos, o que corresponde a 717.417 votos; Serra obteve 35,44%, o que equivale a 685.590 votos; e Marina Silva recebeu 26,26% dos votos capixabas ou 505.734 votos.

RISCO DE TEMPORAL NO ES

AVISO METEOROLÓGICO!!!!!

8/10/2010: Nesta sexta-feira existem condições favoráveis para ocorrência de pancadas de chuvas de intensidade moderada a forte nas regiões: Sul, Serrana e Grande Vitória a partir da tarde.

09/10/2010: No sábado, as chuvas intensas deverão ocorrer nas regiões: Serrana, Grande Vitória, Noroeste e parte do Nordeste capixaba (parte sul da região) no decorrer do dia.

Essas chuvas deverão ocorrer de forma localizada e virão acompanhadas de ventos fortes, descargas elétricas, eventual queda de granizo e acumulados significativos de precipitação em um curto período de tempo.


Defesa Civil (27) 3137 - 4440/4441 Incaper - (27) 3137 - 9839 E-mail - clima@incaper.es.gov.br

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Igreja Maranata é a grande vencedora da disputa eleitoral no Espírito Santo


Embora tenha tido baixas na sua bancada na Assembleia, os evangélicos conseguiram mais uma vez marcar seu espaço nas eleições deste ano. Além de quatro deputados estaduais, os evangélicos conseguiram emplacar quatro representantes na Câmara dos Deputados.

Das diversas denominações que colocaram nomes na disputa, a igreja Maranata se destacou por conseguir emplacar dois representantes que encontravam dificuldades na eleição. O segredo da denominação é o fato de ser um eleitorado fechado, que não dá abertura para outros candidatos.

O deputado Carlos Manato (PDT) é o principal exemplo disso. Disputando a eleição sem os apoios do governador Paulo Hartung e do presidente de seu partido, o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, Manato conseguiu permanecer na Câmara graças aos votos dos evangélicos de sua igreja.

Além de Manato, os deputados federais Audifax Barcelos (PSB) e Sueli Vidigal (PDT) são evangélicos, ligados à Igreja Batista. A deputada Lauriete (PSC) é da Assembleia de Deus. Lauriete, porém, tem seus votos espalhados por todo o Estado e em várias denominações religiosas. Sua popularidade está ligada ao fato de ser uma das cantoras góspel mais famosas do Estado.

Na Assembleia Legislativa, a reeleição do presidente da Assembleia, Élcio Álvares, também é fruto do apoio da Igreja Maranata, já que ele não teve, durante todo o tempo da campanha, o apoio do governador Paulo Hartung. Outros três nomes na Casa são ligados aos evangélicos: Vandinho Leite, que é da Igreja Batista Betel; Rodney Miranda (DEM), que é da Igreja Batista, e os presbiterianos Gildevan Fernandes (PV) e Glauber Coelho (PR).

A Assembleia encerra esta legislatura, além de Elcio e Vandinho, tem os deputados evangélicos Robson Vaillant (DEM), Aparecida Denadai (PDT), Euclério Sampaio (PDT) e Reginaldo Almeida (PSC).



Seis pessoas morrem em dois acidentes em estradas do Espírito Santo

Batidas ocorreram em Fundão e em Cachoeiro. BR 101 Norte foi liberada. Veja as imagens

A manhã desta quarta-feira (06) foi marcada por dois acidentes graves nas estradas do Espírito Santo, onde seis pessoas morreram. As ocorrências foram registradas na BR 101 Norte, entre os municípios de Fundão e Ibiraçu, e em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado.

No caso da principal rodovia federal que liga Vitória à região Norte, a batida fechou a via, o que gerou enorme congestionamento até as 10h. A fila de c
arros chegava a pelo menos 20 km, de a
cordo com motoristas que relataram a espera na BR 101 ainda no município da Serra.

Neste acidente envolvendo um caminhão de gás modelo Mercedes-Benz 1113, de placas MRI-2422; um caminhão baú Volkswagen modelo 24250, de pla
cas IQO-0476, de Lagoa Vermelha (RS); e um Volkswagen Gol de placas MTG-2466, duas pessoas morreram e outra ferida.

A colisão aconteceu no Km 224 da BR 101 Norte, entre Fundão e Ibiraçu. Segundo informações a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a batida entre os veícul
os ocorreu por volta de 6h10.

Entre as pessoas que faleceram estão Maurício Bernardino da Conceição, de 57 anos, que dirigia o caminhão de gás, e o motorista do caminhão baú, ainda não identifica
do. Já o carona do caminhão de gás, Manoel Júnior da Silva, foi arremessado para f
ora do veículo e sofreu escoriações por todo o corpo. Ele foi encaminhado para o hospital Dório Silva, na Serra, mas está fora de perigo.
O outro envolvido no acidente foi Lourival Sagrilo, que dirigia o Gol e bateu na traseira do caminhão baú, mas nada sofreu. Ele conta que dirigia no sentido Ibiraçu-Fundão quando, segundo ele, a fila de carros parou de repente. Para não colidir com o veículo à sua frente, o motorista do caminhã baú invadiu a contramão e bateu de frente com o caminhão de gás, que vinha
no sentido oposto.

Os motoristas dos caminhões ficaram presos às ferragens e as botijas de gás foram espalhadas pela pista e algumas caíram no rio Tapirá, que fica próximo ao local do acidente. Sobre o perigo da carga de gás, a PRF salientou que não houve vazamentos.

Para liberar o trânsito, foi necessária a ação de
dois caminhões-guincho, para mover o caminhão baú. Já o Mercedes-Benz, completamente destruído, ficou às marg
ens da pista, no sentido Fundão-Ibiraçú e não atrapalhava o fluxo de carros.


Representantes da empresa responsável pela carga das botijas de gás providenciaram um outro caminhão para recolher o material, antes que houvesse saque por parte dos populares.

Mesma sorte não teve a carga de garrafas pet de suco de fruta do caminhão baú. Antes que os policiais rodoviários federais pudessem evitar, populares que estavam no local do acidente se aproveitaram e levaram para casa tudo o que estava espalhado na rodovia.

Tragédia em Cachoeiro de Itapemirim

No Sul do Espírito Santo, quatro pessoas morreram em um acidente na manhã desta quarta-feira (06). Foi na Rodovia do Contorno, em Cachoeiro de Itapemirim. Uma van e uma carreta que transportava granito bateram. Outras dez pessoas ficaram feridas, todos passageiros da van.

O acidente aconteceu próximo ao Clube da Polícia Militar, por volta das 6h. O motorista do caminhão não se feriu e está muito abalado. Ele contou que seguia pela estrada quando viu a van já rodando na pista, sem controle. Ele parou o caminhão, mas o outro veículo bateu de frente.

Das pessoas mortas, duas foram identificadas. Auriane Rodrigues Barbosa, de 38 anos, e Nilton Corrente Sobrinho, de 53 anos. Eles foram arremessados para fora do veículo, com o impacto da batida.

Os feridos foram encaminhados para a Santa Casa de Cachoeiro e para o Pronto Antendimento Paulo Pereira Gomes. No hospital, e informação é que quatro pessoas estão em observação no pronto socorro. Os 14 passageiros são de Jeronimo Monteiro e iam fazer tratamento de saúde de Vitória.

No início da manhã, o trânsito ficou parado na rodovia.

Fonte Gazeta on line

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Homem com cíumes mata a facadas suposto amante da mulher em Afonso Cláudio


Afonso Cláudio – Um crime bárbaro chocou e provocou revolta à população de Afonso Cláudio, Região Serrana do Estado na tarde deste domingo. A vítima foi identificada por José Manoel de Oliveira, 52 anos, o Zé do Brejo. Ele foi assassinado a facadas em plena Praça Aderbal Galvão no centro da cidade.

O crime, ocorrido por volta das 14 horas deste domingo, foi presenciado por dezenas de pessoas. Ernandes Serpa Farias, 39, o Nandão, que acusou Zé do Brejo de ter um caso amoroso com a mulher dele cometeu o crime.

Segundo relato da 2ª Companhia Independente da PM, o acusado foi preso momentos após o crime durante um cerco policial. Nandão fugiu apressado para o Morro do Ipiranga, onde foi capturado. Segundo a PM, o suspeito está com marca de sangue na roupa e portava uma faca utilizada para matar Zé do Brejo.

Nandão chegou a ser levado para um hospital da cidade, mas a população e parentes da vítima ameaçavam linchá-lo. No depoimento, já na Delegacia de Polícia Civil, o acusado afirmou que Zé do Brejo era amante da mulher dele. Parentes da mulher também se revoltaram com a acusação.

Uma irmã da vítima informou à Polícia Civil que Zé do Brejo tinha dificuldade de enxergar. Este fato pode ter facilitado a ação de Nandão. Ele foi socorrido por moradores e morreu num hospital da cidade.

Fonte: Folha Vitoria

CONHEÇA OS 10 DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS NO PLEITO DE 2010












CONHEÇA OS 30 DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS NO PLEITO DE 2010

































sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Santa Leopoldina: Câmara inicia processo de cassação de Ronaldo Prudêncio


João Torezani


O prefeito afastado de Santa Leopoldina, Ronaldo Prudêncio (PDT), acusado de integrar uma quadrilha que desviou dinheiro público por meios fraudulentos em licitações públicas, foi notificado para apresentar sua defesa. A notificação foi feita pela Câmara de Vereadores, que instaurou o processo de investigação para apurar seu envolvimento nas irregularidades.

Consta que mais de R$ 4 milhões foram subtraídos do orçamento da prefeitura em contratos que fazem parte do rol dos investigados pela “Operação Moeda de Troca”. Os trabalhos indicam que as licitações irregulares atingiram outras cinco administrações públicas municipais que totalizam R$ 28 milhões em apenas 11 contratio

O prefeito afastado terá o prazo de dez dias, a partir desta quinta-feira (30), para apresentar sua defea. O presidente da Câmara, vereador Marcos Rauta (PSDB), explicou que será dado ao prefeito afastado todo o direito de defesa. “Nós, como representantes da população, decidimos abrir um processo e averiguar em detalhes tudo o que ocorreu na administração”, disse.

Após a deflagração da operação policial no município, o primeiro ato da Câmara de Vereadores de Santa Leopoldina foi afastar o prefeito Prudêncio pelo período de 90 dias. Ele esta fora da prefeitura em decorrência de decisão do juiz Carlos Ernesto Campostrini Machado, que também havia recebido uma ação de improbidade administrativa contra o pedetista. Desta vez, pela suposta prática de superfaturamento em contratos emergenciais, o que ficou conhecido como “muro da vergonha”, termo cunhado pelo promotor de Justiça Jefferson Valente Muniz.

Marcos Rauta também esclareceu que os trabalhos estão sendo desenvolvidos com a vereadora Ângela Leppaus (PPS), que funciona como relatora do pedido, e o vereador José Ronildo Pereira (PR). “Tudo será feito e praticado com ética e transparência, obedecendo todos os procedimentos legais e de defesa”, disse.

A comissão tem prazo de 90 dias para a conclusão do processo, que pode culminar com a cassação do mandato do prefeito Ronaldo Prudêncio. Sobre a adoção do afastamento definitivo, justificou Marcos Rauta que cabe aos membros da Câmara somente apresentar um relatório conclusivo: "Após este procedimento, a matéria passara à apreciação do plenário da Câmara de Vereadores. Nós somos, apenas, instrumentos da nossa própria representação. O poder de cassar e afastar o prefeito é da totalidade dos vereadores”, finalizou.



Por 8 a 2, STF derruba exigência de dois documentos para votar


G1

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou nesta quarta-feira (29), três dias antes da eleição, a exigência de que o eleitor apresente, no momento do voto, o título de eleitor e um documento com foto. Por 8 votos a 2, os ministros entenderam que o cidadão será obrigado a levar apenas um documento oficial que comprove sua identidade.

A determinação de apresentar dois documentos na hora de votar foi fixada pela minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. A norma foi questionada pelo PT em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF.

O julgamento começou nesta quarta-feira (29), mas foi suspenso por causa do pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, quando o placar era de 7 a 0.

Antes de começar a votar na sessão desta quinta, Mendes citou reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", publicada nesta quinta, que diz que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, teria ligado para o ministro antes do julgamento. Ele negou que seu pedido de vista tenha tido motivações político-partidárias.

"Quem me conhece sabe muito bem que jamais me deixei pautar por interesses político-partidários. Estive no TSE por longo período e inclusive fixei uma orientação para que houvesse um critério na aplicação do difícil direito eleitoral muito propenso aos ?ismos? de toda a índole inclusive aos casuísmos", afirmou.

Em seu voto, o ministro negou o pedido de liminar do PT para flexibilizar a exigência e afirmou que uma novidade normativa, a essa altura, pode ser um fator de "desestabilização do processo eleitoral". Segundo Mendes, haveria ainda "noção de oportunidade política" na ação proposta pelo PT.

O ministro disse ter dúvidas sobre a inconstitucionalidade da lei e citou ainda o gasto de R$ 3,2 milhões do TSE com a campanha publicitária para as eleições deste ano, inclusive com propaganda para informar os eleitores sobre a necessidade de apresentar título de eleitor e documento oficial com foto na hora de votar.

"Todos os índicios levam a um estado de forte dúvida. Pode ser que tenhamos uma lei que apresente inconvenientes, mas que não é inconstitucional. Podemos falar de inconveniência, podemos falar dos atrapalhos que essa exigência ocasiona, não podemos falar em inconstitucionalidade. Se entrássemos nessa seara, estaríamos fazendo mau uso do nosso poder. Não temos o poder de legislar", disse Mendes.

Julgamento
Votaram contra a exigência os ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso. Na quarta-feira, antes do pedido de vista de Gilmar Mendes, já haviam votado pela derruba da exigência os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio e Ayres Britto, além da relatora do processo, Ellen Gracie.

Em seu voto, a relatora defendeu a exigência da apresentação de documento de identificação. "Estou convicta de que a norma jurídica contestada estabeleceu, na verdade, a obrigatoriedade de apresentação de um documento oficial de identificação com foto. A presença do título eleitoral, que é praxe, não é tão indispensável quanto a identificação por fotografia", afirmou a ministra.

O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, acompanhou o voto da relatora e sugeriu ampliar a proposta para permitir que o eleitor pudesse votar apenas com o título, caso fosse corretamente identificado pelo mesário no momento da votação.

No julgamento, os ministros do Supremo não analisaram o mérito da constitucionalidade da norma, apenas concederam medida cautelar para que a exigência passasse a ser interpretada de acordo com a orientação do STF.

Contestação
Em sua contestação sobre a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos para votar, o PT alegava que a dupla identificação seria uma redundância porque, uma vez cadastrado pela Justiça Eleitoral, o cidadão já é eleitor e só precisaria comprovar a própria identidade.

No julgamento, a defesa do PT ainda classificou a norma como um excesso. Segundo os advogados da legenda, o pedido foi feito tão perto da data das eleições por causa da decisão do TSE de ampliar o prazo para retirada da segunda via do documento, interpretada como um indicativo da dificuldade para reimprimir o documento.

Um dos objetivos da adoção da regra era promover maior segurança na identificação do eleitor e evitar episódios em que pessoas votam por outras, valendo-se do fato de o título de eleitor não conter foto.

Os documentos oficiais previstos na norma para comprovação de identidade, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são carteira de identidade ou documento de valor legal equivalente (identidades funcionais), certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação, com foto. Certidões de nascimento e de casamento não são aceitas.

Outras possibilidades, como a apresentação de cópias autenticadas de documentos, serão resolvidas caso a caso pelo mesário ou pelo juiz eleitoral.