Mostrando postagens com marcador Eleiçoes 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleiçoes 2010. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tiririca passa no teste de leitura, e pode assumir como deputado federal

Foto: Agência Estado: Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, teve êxito no teste de leitura e escrita...

Depois de muita polêmica, a confirmação: Tiririca sabe ler e escrever, e, por isso, pode assumir seu cargo de deputado federal eleito por São Paulo com mais de um milhão de votos.

Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, teve êxito no teste de leitura e escrita feito nesta quinta-feira pela Justiça Eleitoral. Walter de Almeira Guilherme, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), contou que Tiririca fez um ditado tirado de um livro editado pelo tribunal: "Justiça Eleitoral, uma retrospectiva". A frase ditada foi extraída aleatoriamente de um livro da Justiça Eleitoral. "A promulgação do código eleitoral em fevereiro de 1932 trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral."

Ainda de acordo com o presidente do TRE-SP, Tiririca teve de ler uma notícia de jornal e fazer uma interpretação do que leu e escreveu. As manchetes foram "Procon manda fechar lojas que vendem produtos vencidos" e "O tributo final a Senna".

O presidente do TRE-SP ressaltou, porém, que a decisão sobre a diplomação de Tiririca caberá ao juiz Aloízio Silveira, da primeira zona eleitoral.

A polêmica começou depois de uma reportagem da revista Época, poucas semanas antes da eleição, apontando que Tiririca era analfabeto, de acordo com pessoas que trabalhavam e conviviam com ele. No ato do registro da candidatura, Tiririca, assim como todos os candidatos, entregou um documento atestando que tinha o primeiro grau incompleto, mas que sabia ler e escrever. O documento foi submetido à perícia, que apontou irregularidades na caligrafia - uma pessoa poderia ter escrito por Tiririca. O palhaço se recusou a fazer a perícia do documento, o que foi aceito pelo TRE-SP, já que ninguém é obrigado a produzir uma prova contra si mesmo.

E assim o deputado federal Tiririca será diplomado.



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

CNT/Sensus: Dilma lidera com 51,9% e Serra tem 36,7%

A vantagem de Dilma para Serra aumentou de cinco pontos porcentuais da pesquisa anterior, na semana passada


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 51,9% das intenções de voto, ante 36,7% de seu adversário, o tucano José Serra, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta manhã. A vantagem de Dilma para Serra aumentou de cinco pontos porcentuais da pesquisa anterior, na semana passada, para 15,2 pontos agora. No levantamento anterior, Dilma tinha 46,8% e Serra, 41,8%.

Ao se considerar somente os votos válidos - o que exclui nulos e brancos e se redistribui os indecisos proporcionalmente, Dilma tem 58,6% e Serra, 41,4%. A rejeição à candidata petista caiu de 35,2% da pesquisa anterior para 32,5%. Já a rejeição a Serra subiu de 39,8% para 43%.

O levantamento, com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, foi feito com dois mil eleitores, entre os dias 23 e 25 de outubro, em 136 municípios e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 37609/2010.

Fonte: Agencia Estado


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dilma tem 56% dos votos válidos contra 44% de José Serra


No total das intenções de voto, petista tem 50% e tucano 40%

Pesquisa Datafolha sobre o segundo turno da sucessão presidencial realizada em 21 de outubro mostra a candidata do PT Dilma Rousseff na liderança com 56% dos votos válidos. José Serra, do PSDB, fica com 44%. Foram entrevistados 4037 eleitores em todas as unidades da Federação e a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

Em comparação com a pesquisa anterior, feita há uma semana, Dilma oscilou positivamente dois pontos percentuais nos votos válidos – tinha 54%. Conseqüentemente José Serra perdeu dois pontos – alcançava 46% em 14 de outubro. É importante lembrar que o cálculo dos votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos, distribuindo-os proporcionalmente segundo o percentual obtido por cada candidato.

No total das intenções de voto, a petista alcança 50% contra 40% do tucano. Dizem que votarão em branco ou anularão o voto 4% dos entrevistados, enquanto 6% mostram-se indecisos. Em relação à pesquisa anterior, Dilma cresceu três pontos percentuais e Serra oscilou um ponto. Há uma semana, ela tinha 47% e ele 41%.

Segmentando-se os resultados, nota-se crescimento da ex-ministra principalmente entre os que moram no Norte, Centro-Oeste (quatro pontos) e Nordeste do país (cinco pontos). A petista também cresceu entre os mais jovens (seis pontos), entre os homens (quatro pontos), entre os que possuem renda de até 2 salários mínimos (quatro pontos) e entre os que têm nível fundamental de escolaridade (dois pontos).

Entre os que votaram em Marina Silva (PV) no primeiro turno da eleição, Dilma cresceu oito pontos percentuais e Serra caiu cinco. Há uma semana, nesse mesmo estrato, o tucano tinha 51% e agora tem 46%. A petista aparecia com 23% e agora tem 31%.

Quanto ao número que deverão digitar na urna eletrônica para confirmar o voto para presidente no segundo turno, 84% dos eleitores respondem corretamente os algarismos. Entre os que pretendem votar em Dilma, essa taxa é de 87% e entre os que preferem Serra, ela é de 84%.

Sobre o grau de decisão do voto, 88% dos eleitores brasileiros se dizem totalmente decididos contra 10% que ainda cogitam a possibilidade de mudar de opinião. Entre os eleitores da petista, essa taxa é de 90% e entre os do tucano é de 89%. Comparando-se esses dados com os da pesquisa anterior, não são verificadas mudanças significativas.

Em relação à rejeição, tomando-se como base aqueles que hoje não votam em Dilma, 69% afirmam que não votariam de jeito nenhum na petista. Ainda nesse segmento, 22% até cogitam a possibilidade de fazê-lo e 2% admitem que, se necessário, o fariam com certeza.

Essas taxas são parecidas para José Serra. Entre os que não votam no tucano, 67% o rejeitam, 24% até poderiam elegê-lo e 2% o fariam com certeza.


Faltando menos de dez dias para o segundo turno, cresce a audiência do horário eleitoral

A fatia do eleitorado que viu algum dos programas de Dilma ou Serra no horário eleitoral gratuito na TV cresceu na última semana. No primeiro levantamento do Datafolha que mediu a audiência da propaganda eletrônica dos presidenciáveis, na semana passada, 52% dos eleitores afirmaram ter assistido, pelo menos uma vez, ao horário eleitoral no segundo turno. No levantamento atual, esse índice aumentou para 63%. Na região Sul, essa alta foi mais intensa: de 57% para 71%. No Norte/Centro Oeste, foi de 52% para 66%. As propostas feitas pela TV por Dilma e Serra têm tido menos exposição no Nordeste, onde 61% dizem ter assistido a algum programa, ante 52% na semana anterior, e no Sudeste, onde a audiência passou de 51% para 62%.

Os homens (65%) viram mais o horário eleitoral do que as mulheres (62%). Teve acesso abaixo da média aos programas televisivos o grupo de eleitores que estudou até o ensino fundamental (57%) e os que têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos (59%).

Entre os eleitores que dizem ter visto o horário eleitoral, 97% afirmam ter assistido a pelo menos uma das peças de Dilma, índice que é de 95% para o tucano. O programa da petista foi avaliado como ótimo ou bom por 54% de seus telespectadores. Outros 27% consideraram-no regular, e 14%, péssimo. Entre os telespectadores de Serra, 48% dizem que seu programa é bom ou ótimo, enquanto 29% o avaliaram como regular, e 15%, como ruim ou péssimo.

No Nordeste, onde lidera as intenções de voto, o horário eleitoral de Dilma foi considerado ótimo ou bom por 66% dos eleitores que o assistiram, enquanto 44% dizem o mesmo sobre o programa do tucano. Já no Sul, onde quem está à frente é Serra, a propaganda na TV do tucano é vista como ótima ou boa para 53%, nível de avaliação que ficou em 44% entre os eleitores que viram o programa da petista na região.

Os eleitores mais disputados deste segundo turno – aqueles que votaram em Marina Silva (PV) no último dia 3 – têm avaliação melhor do horário eleitoral de Serra do que da adversária petista. Entre os que votaram em Marina no primeiro turno e assistiram ao programa de Dilma, 43% consideraram-no ótimo ou bom, enquanto 34% disseram ser regular e, 18%, ruim ou péssimo. No grupo de eleitores que votou na candidata do PV e viu o horário eleitoral de Serra, 51% o avaliaram como ótimo ou bom. Outros 31% dizem que o programa televisivo é regular, e 12%, péssimo.

O debate Folha/RedeTV, realizado no domingo passado, foi assistido, inteiro ou em parte, por 25% dos eleitores. Na região Nordeste, o encontro entre Dilma e Serra foi visto por 28%, patamar semelhante ao Sul (27%) e Norte/Centro Oeste (26%) e mais alto do que no Sudeste (23%). A audiência masculina (29%) do debate foi maior do que a feminina (22%).

Questionados sobre quem venceu o debate, levando em conta o que viram ou ouviram falar sobre o encontro, 24% apontam o nome de Serra e 23% indicam Dilma, o que caracteriza um empate técnico. A fatia dos que não sabem responder à pergunta é de 47%. Considerando somente quem assistiu ao debate, inteiro ou em parte, 44% dizem que o tucano se saiu melhor, enquanto 38% dizem o mesmo sobre Dilma. O resultado é ainda mais favorável ao tucano entre aqueles que viram todo o debate: 47% dizem que ele se saiu melhor , ante 37% que indicam a petista como vencedora.

Entre os eleitores que votaram em Marina Silva no primeiro turno, 25% disseram que Serra venceu o debate, enquanto 16% apontaram a candidata do PT como a vencedora.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Questões de São Paulo dominam novo debate na TV entre Dilma e Serra

Os dois também tiveram de dar explicações sobre Erenice Guerra, no caso de Dilma, e Paulo Vieira de Souza, no caso de Serra

No segundo debate entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) desde o primeiro turno, os candidatos deixaram de lado temas como aborto e religião e colocaram São Paulo no centro das discussões. A petista e o tucano debateram a educação no Estado, políticas para o tratamento de drogados e até iniciativas do governo paulista relacionadas à compra de uma distribuidora de gás pela Petrobras.

Os dois também tiveram de dar explicações sobre pessoas próximas suspeitas de irregularidades - Erenice Guerra, no caso de Dilma, e Paulo Vieira de Souza, no caso de Serra. A empresa que provocou controvérsia é a Gas Brasiliano, que distribui gás no interior de São Paulo. Dilma acusou o governo paulista de tentar impedir que a Petrobras compre a distribuidora da multinacional italiana ENI.

Segundo a candidata do PT, que atribui ao adversário a intenção de privatizar a Petrobras e o pré-sal, o governo de São Paulo tem feito gestões para impedir que o Cade, órgão regulador do Ministério da Justiça, dê aval ao acordo fechado em maio entre a estatal brasileira e a ENI. Isso, de acordo com Dilma, favoreceria uma empresa japonesa concorrente da Petrobras.

Serra acusou o governo federal de ter promovido um loteamento político na Petrobras e em empresas ligadas a ela. Insinuou que até o ex-presidente Fernando Collor teria influência na estatal. O tucano também citou os Correios como exemplo de empresa em que vigora a lógica do rateio político.

São Paulo voltou ao centro do debate quando Dilma questionou Serra por supostos resultados fracos da rede pública estadual de ensino. O tucano afirmou que exames de avaliação feitos pelo próprio governo federal mostram que o Estado foi um dos que mais avançaram na educação pública. Na tréplica, a petista disse que as boas notas de São Paulo se deviam à metodologia do exame, que dá peso alto à aprovação dos alunos. "Aqui há aprovação automática", observou.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Para aliados de Dilma, onda evangélica contribuiu para queda

Enquanto o comitê de campanha de Dilma Rousseff ainda digeria a ideia de um 2º turno, alguns interlocutores mais próximos já apostavam em uma das possíveis explicações para a perda de pontos na reta final: o poder do movimento evangélico no país.

A avaliação é de que a campanha da candidata petista teria "demorado demais" em dar uma resposta à onda de comentários na internet apresentando a ex-ministra como uma candidata pouco religiosa e a favor do aborto.

O que a princípio parecia um "boato passageiro", na opinião do comitê, acabou dominando os sites de relacionamento pessoal nos últimos dias, gerando um movimento "em massa" de evangélicos desconfiados sobre o posicionamento religioso da candidata.

Não à toa esse foi o principal tema do último programa de Dilma na TV e no rádio, na quinta-feira, quando a candidata usou seu tempo para reiterar sua posição contrária ao aborto e garantir que "respeitará todas as religiões", se eleita.

"O tom da resposta até veio à altura. Mas talvez tenha demorado um pouco demais", disse um interlocutor.

Exemplos de mensagens enviadas pela internet:

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

No 1º duelo, Dilma parte para ataque a Serra



São Paulo - O primeiro debate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no segundo turno da campanha eleitoral foi marcado por polêmicas em torno de temas como legalização do aborto, privatizações e corrupção. Pela primeira vez, a iniciativa de atacar partiu da petista.

O tom do confronto se revelou logo no início do evento, exibido pela TV Bandeirantes. Dilma disse estar sendo vítima de "calúnias, mentiras e difamações" e acusou o vice de Serra, Índio da Costa, de organizar grupos para atingi-la. O tucano, nesse momento, abordou a questão do aborto pela primeira vez. "Você disse que era a favor da liberação do aborto, depois disse que era contra. Aí se trata de ser coerente, de não ter duas caras", afirmou.

Em resposta, Dilma chamou o adversário de "mil caras" - termo que usou em outras duas ocasiões. A petista disse ainda que foi o próprio Serra, quando ministro da Saúde, quem "regulamentou o acesso ao aborto" no SUS (Sistema Único de Saúde).

O candidato do PSDB respondeu que apenas deu forma a uma norma técnica para balizar o atendimento de abortos relacionados a estupros ou a risco de vida para a gestante - os únicos casos em que são permitidos pela legislação. "Nunca defendi a liberação do aborto. Você defendeu e de repente muda. Com relação a Deus, é a mesma coisa. Em entrevistas, você diz que não sabe se acredita, se não acredita, e depois vira uma devota."

Os candidatos também polemizaram sobre as privatizações e a Petrobras. A petista criticou a venda de ações da estatal, promovida pelo governo Fernando Henrique Cardoso, e procurou contrapor a operação à recente capitalização da empresa.

Serra acusou o PT de ter práticas diferentes do discurso em relação a privatizações, já que o próprio governo Lula vendeu dois bancos estatais. "É só chegar a campanha e o PT volta com essa estória. O governo (Lula) também aumentou a participação privada no Banco do Brasil."

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Evangélicos vão fazer campanha contra Dilma no Espírito Santo


O Fórum Político Evangélico do Espírito Santo e a Associação dos Pastores Evangélicos da Grande Vitória (APEGV) anunciaram que vão fazer campanha no Estado contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. A estimativa é que um terço da população capixaba seja evangélica, o que significa cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Segundo o pastor Enock de Castro, presidente da APEGV, a posição foi tomada depois de uma consulta às diversas igrejas associadas às duas entidades. "Entre 80% e 90% dos evangélicos tendem a votar em José Serra (PSDB). O risco é grande de vermos alguns princípios religiosos serem afetados. Há uma posição da Dilma em defesa do aborto, da união civil entre pessoas do mesmo sexo e proibição de proferir religião em órgãos públicos, que são coisas que não podemos aceitar", disse, ao justificar a posição.

Já o presidente do Fórum Político Evangélico do Espírito Santo, Lauro Cruz, afirmou que a postura tucana preocupa menos. "O posicionamento histórico de Dilma gera apreensão. Ela é a favor do aborto, embora tenha negado isso. A postura de Serra preocupa menos do que a de Dilma. E dos males, vamos escolher o menor."

Outro ponto apontado pelas lideranças evangélicas capixabas contra a petista foram as alianças políticas firmadas pelo PT para viabilizar a candidatura da ex-ministra. "Ao lado dela estão José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Dirceu. Não são políticos confiáveis", comentou Cruz.

No primeiro turno, as duas entidades evangélicas apoiaram a candidata do PV, Marina Silva, e chegaram a subir no palanque dela quando esteve em Vitória, no fim de setembro. "Esperamos uma posição neutra da Marina", afirmou Castro.

Família

Outra entidade evangélica capixaba, a Convenção das Assembleias de Deus, afirmou que também vai apoiar Serra. "Quando aceitamos um membro, avaliamos sua conduta. Alguém para presidir uma família tão grande como a brasileira tem de ter uma raiz, que é a família. Na campanha, José Serra se apresentou junto com a família. É assim que tem que ser e vamos orientar os fiéis nesse sentido", disse Osmar de Moura, presidente da Convenção.

Já a Igreja Católica, por meio da Arquidiocese de Vitória, lançou um documento oficial assinado pelo arcebispo Luiz Mancilla Vilela, condenando quem apoia questões como o aborto, a violação à liberdade de expressão e religiosa.

"Não vote naqueles que defendem um falso conceito de direitos humanos, por exemplo, colocando como se fosse direito: a violação da liberdade de expressão, o direito de matar o ser humano no seio materno, o direito de adoção de crianças quando faltam as qualidades de mãe ou de pai, o direito de violar a liberdade religiosa impedindo que cada religião use os seus símbolos sagrados. Estes não merecem o seu voto de católico", escreveu o arcebispo.

No domingo da eleição, alguns padres católicos chegaram a pregar contra o voto em Dilma durante a homilia das missas matinais. Um dos exemplos foi a Igreja de Santa Rita, localizado na Praia do Canto, um bairro nobre da capital capixaba.

No Espírito Santo, houve uma vitória apertada da candidata petista. Dilma conquistou 37,25% dos votos válidos, o que corresponde a 717.417 votos; Serra obteve 35,44%, o que equivale a 685.590 votos; e Marina Silva recebeu 26,26% dos votos capixabas ou 505.734 votos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Por 8 a 2, STF derruba exigência de dois documentos para votar


G1

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou nesta quarta-feira (29), três dias antes da eleição, a exigência de que o eleitor apresente, no momento do voto, o título de eleitor e um documento com foto. Por 8 votos a 2, os ministros entenderam que o cidadão será obrigado a levar apenas um documento oficial que comprove sua identidade.

A determinação de apresentar dois documentos na hora de votar foi fixada pela minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. A norma foi questionada pelo PT em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF.

O julgamento começou nesta quarta-feira (29), mas foi suspenso por causa do pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, quando o placar era de 7 a 0.

Antes de começar a votar na sessão desta quinta, Mendes citou reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", publicada nesta quinta, que diz que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, teria ligado para o ministro antes do julgamento. Ele negou que seu pedido de vista tenha tido motivações político-partidárias.

"Quem me conhece sabe muito bem que jamais me deixei pautar por interesses político-partidários. Estive no TSE por longo período e inclusive fixei uma orientação para que houvesse um critério na aplicação do difícil direito eleitoral muito propenso aos ?ismos? de toda a índole inclusive aos casuísmos", afirmou.

Em seu voto, o ministro negou o pedido de liminar do PT para flexibilizar a exigência e afirmou que uma novidade normativa, a essa altura, pode ser um fator de "desestabilização do processo eleitoral". Segundo Mendes, haveria ainda "noção de oportunidade política" na ação proposta pelo PT.

O ministro disse ter dúvidas sobre a inconstitucionalidade da lei e citou ainda o gasto de R$ 3,2 milhões do TSE com a campanha publicitária para as eleições deste ano, inclusive com propaganda para informar os eleitores sobre a necessidade de apresentar título de eleitor e documento oficial com foto na hora de votar.

"Todos os índicios levam a um estado de forte dúvida. Pode ser que tenhamos uma lei que apresente inconvenientes, mas que não é inconstitucional. Podemos falar de inconveniência, podemos falar dos atrapalhos que essa exigência ocasiona, não podemos falar em inconstitucionalidade. Se entrássemos nessa seara, estaríamos fazendo mau uso do nosso poder. Não temos o poder de legislar", disse Mendes.

Julgamento
Votaram contra a exigência os ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso. Na quarta-feira, antes do pedido de vista de Gilmar Mendes, já haviam votado pela derruba da exigência os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio e Ayres Britto, além da relatora do processo, Ellen Gracie.

Em seu voto, a relatora defendeu a exigência da apresentação de documento de identificação. "Estou convicta de que a norma jurídica contestada estabeleceu, na verdade, a obrigatoriedade de apresentação de um documento oficial de identificação com foto. A presença do título eleitoral, que é praxe, não é tão indispensável quanto a identificação por fotografia", afirmou a ministra.

O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, acompanhou o voto da relatora e sugeriu ampliar a proposta para permitir que o eleitor pudesse votar apenas com o título, caso fosse corretamente identificado pelo mesário no momento da votação.

No julgamento, os ministros do Supremo não analisaram o mérito da constitucionalidade da norma, apenas concederam medida cautelar para que a exigência passasse a ser interpretada de acordo com a orientação do STF.

Contestação
Em sua contestação sobre a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos para votar, o PT alegava que a dupla identificação seria uma redundância porque, uma vez cadastrado pela Justiça Eleitoral, o cidadão já é eleitor e só precisaria comprovar a própria identidade.

No julgamento, a defesa do PT ainda classificou a norma como um excesso. Segundo os advogados da legenda, o pedido foi feito tão perto da data das eleições por causa da decisão do TSE de ampliar o prazo para retirada da segunda via do documento, interpretada como um indicativo da dificuldade para reimprimir o documento.

Um dos objetivos da adoção da regra era promover maior segurança na identificação do eleitor e evitar episódios em que pessoas votam por outras, valendo-se do fato de o título de eleitor não conter foto.

Os documentos oficiais previstos na norma para comprovação de identidade, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são carteira de identidade ou documento de valor legal equivalente (identidades funcionais), certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação, com foto. Certidões de nascimento e de casamento não são aceitas.

Outras possibilidades, como a apresentação de cópias autenticadas de documentos, serão resolvidas caso a caso pelo mesário ou pelo juiz eleitoral.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ENTENDA COMO VOTAR NESSA ELEIÇÃO

SERÃO SEIS VOTOS NO GERAL.

1º VOTO PARA DEPUTADO ESTADUAL

2º VOTO PARA DEPUTADO FEDERAL

3º VOTO PARA O 1º SENADOR

4º VOTO PARA O 2º SENADOR

5º VOTO PARA GOVERNADOR

6º VOTO PARA PRESIDENTE


Veja o exemplo abaixo, você pode imprimir e prencher com o número dos seus candidatos e levar o dia da eleição.




Outras Informações importantes:
Vote consciente e ajude a formar um país melhor para se viver.