terça-feira, 26 de outubro de 2010

Provocações e cobranças esquentam debate da Record com Dilma e Serra

Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) travaram um confronto direto em debate acalorado da TV Record nesta segunda-feira (25), a menos de uma semana do segundo turno. O formato do programa, com perguntas entre os candidatos, permitiu um embate sem rodeios entre a petista e o tucano.

Em mais de um momento, Serra tentou fugir das cobranças de Dilma sobre o ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. O tucano voltou a dizer que o PT inventou a história. Souza é acusado de arrecadar R$ 4 milhões em doações para um suposto caixa dois da campanha de Serra, segundo revista IstoÉ.
Na réplica, Dilma cobrou o tucano.

- Vocês encobrem o que ele faz. [...] que ele teve a ver com recursos públicos e, além disso, ele está envolvido na Castelo de Areia [operação da PF] por desvio de recursos.

Em outro momento, a petista lembrou que Souza foi responsável por projetos importantes quando Serra era governador de São Paulo: o Rodoanel, ampliações na marginal Tietê e a expansão da avenida Jacu Pêssego.

Para dar o troco na petista, Serra citou o escândalo que envolveu a Casa Civil, as denúncias contra Valter Luiz Cardeal, presidente do Conselho de Administração da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica, e voltou a falar de José Dirceu e do mensalão.

Dilma também acusou Serra de tentar se apropriar do Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do governo Lula.

Em mais um momento tenso, Serra acusou Dilma de entrar em contradição sobre alguns assuntos durante a campanha como aborto, privatizações e MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra).

Serra, ao longo do programa, quis mostrar que sua prioridade é o Nordeste, região onde a adversária petista disparou nas intenções de voto. Mais de uma vez o tucano fez questão de dizer que conhece e sabe “muito bem” como resolver os problemas a região.

Petrobras e privatização

No início do segundo bloco, Serra escolheu a Petrobras para dizer que a campanha de Dilma “mente” quando o acusa de querer “privatizar” o petróleo da camada do pré-sal. A petista defendeu ainda que a verba do pré-sal seja investida em áreas como educação, infraestrutura, ciência e meio ambiente.

Serra, na resposta a outra pergunta, volta ao tema da Petrobras e diz que não é possível entender a argumentação da adversária, que o acusa de querer privatizar os direitos de exploração do petróleo da camada do pré-sal.

O tucano também negou que o governo FHC tenha tentado mudar o nome da Petrobras para Petrobrax.

Meio ambiente

Outro tema que tomou conta do segundo bloco foi o meio ambiente, principal bandeira de Marina Silva (PV), derrotada no primeiro turno. Serra tentou colar sua imagem na candidata verde. Dilma defendeu as metas fixadas pelo governo Lula para reduzir em 39% as emissões de gás carbônico do país até 2020. Segundo ela, isso inclui reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia e em 40% no Cerrado.

Juros e impostos

Serra atacou a política econômica do governo Lula, que, segundo ele, é caracterizada por "juros siderais, a maior carga tributária do mundo desenvolvido e a menor taxa de investimento do mundo civilizado". Além disso, minimiza a geração de 14 milhões de empregos da atual gestão. Em sua visão, o que mudou foi o "aumento da fiscalização", o que colaborou para incrementar a formalização do trabalho.

A petista promete que vai desonerar os investimentos das pequenas empresas e a folha salarial para, com isso, continuar incentivando o consumo no país.

MST e promessas

Serra iniciou o terceiro e último bloco questionando Dilma sobre seu posicionamento a respeito do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra). Dilma disse que, no governo Lula, houve menos invasões do que na gestão FHC.

- Não tratamos nenhum movimento social nem com cassetete, nem com repressão.

A petista afirma que não aceita episódios como o de Eldorado dos Carajás, quando sem-terra morreram em um confronto com a polícia, em 1996, durante a gestão FHC.

- Tenho uma clareza: o MST é uma coisa, nós [o governo] somos outra.

Serra insiste em dizer que Dilma vestiu o boné do MST após ter prometido que não faria isso. O tucano também ataca o movimento, dizendo que ele "usa a reforma agrária como pretexto" para agir com violência e "quebrar a ordem jurídica”.

Dilma afirma que Serra não pode fazer promessas, porque "rasgou" as que fez, em referência ao documento que o tucano assinou com o compromisso de cumprir o mandato caso fosse eleito prefeito de São Paulo. Ainda sobre o MST, a candidata do PT concluiu.

- O MST é questão de política social.


Carreta cegonha tomba e onze carros ficam destruídos na BR-262

Conceição do Castelo – Onze carros de passeio da marca Fiat, de modelos diversos, foram destruídos num acidente que provocou prejuízos de aproximadamente R$ 300 mil. O desastre ocorreu na tarde desta segunda-feira (25) na Rodovia BR-262, em Conceição do Castelo.

Os veículos estavam sobre a carroceria da carreta cegonha placas HFB 3752, de Minas Gerais, e no acidente, numa curva fechada da Rodovia BR-262, caíram num matagal. Apesar da destruição da carreta o motorista João Evangelista de Aragão Filho, de 41 anos, sofreu apenas ferimentos leves.

Ele ficou preso sob a cabine e foi retirado por uma equipe do Corpo de Bombeiros da Região Serrana. O acidente aconteceu numa sequência de curvas, quando perdeu o controle da direção, invadiu a contramão e capotou em uma ribanceira às margens da rodovia.

O desastre aconteceu por volta das 15h30, nas proximidades do quilômetro 118. Não houve engarrafamentos no trânsito na Rodovia BR-262, já que o veículo tombou fora da pista. O motorista de outra carreta que foi ultrapassada por João Evangelista informou que ele desenvolvia velocidade acima do normal para o trecho. Este mesmo motorista iniciou os procedimentos para socorrer a vítima chamando imediatamente o Corpo de Bombeiros, uma equipe do Samu, a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A vegetação fechada onde a carreta foi parar dificultou o resgate que durou cerca de duas horas. Ele foi levado para o Hospital Padre Máximo, em Venda Nova do Imigrante.

Fonte: Folha Vitoria

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Mão de Hartung e estilo Rambo podem explicar o 'fenômeno Rodney'


Passadas duas semanas das eleições, um bom quinhão de capixabas ainda procura explicações para entender a maior surpresa das urnas: “o fenômeno Rodney Miranda”. Para ajudar a desvendar o “enigma” do campeão de votos, Século Diário ouviu a opinião de oito políticos da Grande Vitória e do interior que participaram do processo eleitoral como candidatos ou apoiadores. Os candidatos derrotados à Câmara dos Deputados Max Filho (PTB) e Capitão Assumção (PSB); os vereadores eleitos deputados estaduais Professor Roberto Carlos (PT/Serra) e Glauber Coelho (PR/Cachoeiro de Itapemirim); e os vereadores Almir Neres (PRP/Vila Velha), Marco Antonio Grillo (PSDB/Venda Nova do Imigrante); Ronis Alves (PDT/Aracruz) e Adeilde Davel (PMDB/Afonso Cláudio) construíram a suas teses para tentar explicar os 65.049 votos que elegeram Rodney Miranda o deputado estadual mais votado do Espírito Santo.

Parte dos políticos atribui o “fenômeno Rodney” ao apoio incondicional que o governador Paulo Hartung deu ao candidato durante a campanha eleitoral e às aparições midiáticas do superdelegado federal à frente da Secretaria de Segurança Pública. Alguns vereadores do interior admitiram que a votação de Rodney foi expressiva, mas natural. Outros estão procurando até hoje as “lideranças fantasmas” que apoiaram o ex-secretário. Todos eles chegaram ao consenso de que o sistema eleitoral brasileiro precisa ser mais transparente, com a auditoria dos resultados das urnas.

Polêmica

O vereador do PRP, Almir Neres, foi o primeiro a se pronunciar publicamente sobre a votação retumbante de Rodney. Durante a sessão do último dia 7 na Câmara de Vila Velha, Neres pediu a palavra para lembrar aos colegas parlamentares que no seu reduto eleitoral, que compreende os bairros de Santa Rita, Capuaba, Alecrim, Planalto e adjacências, não havia nenhuma liderança local apoiando o delegado federal, que mesmo assim conquistou uma votação expressiva na região. Neres só queria entender como Rodney apurou 16.375 votos nas urnas do município canela-verde e conquistou o posto de segundo deputado mais votado.

Para mostrar que não havia explicação plausível para o fenômeno, ele garantiu ainda que nenhum dos 17 vereadores do município declarou apoio a Rodney. “Trabalhei para o deputado Euclério [Sampaio – PDT, derrotado nas últimas eleições] e fiquei pasmo que em uma região como a minha, com 30 mil votos, ele [Euclério] tenha recebido apenas 300”. Estava feita a polêmica.

Depois de pôr fogo no assunto, não se sabe por qual motivo, o vereador canela-verde tentou se esquivar da reportagem para não se posicionar sobre a repercussão do “caso Rodney”. Neres disse que nunca duvidou do Tribunal Regional Eleitoral, e que a imprensa estava distorcendo as suas afirmações. “Não vou contestar o TRE. Não tenho explicações sobre a votação de Rodney”. Depois, para deixar claro que quer encerrar a polêmica aberta por ele mesmo, o vereador disse que avaliava a gestão do ex-secretário Rodney Miranda como boa.

Mesmo com o recuo, o desabafo do vereador, o primeiro, rapidamente entupiu a caixa de e-mail de Século Diário, que publicou a matéria (Mistério nas urnas: votação maciça de Rodney em Vila Velha levanta suspeita) no dia seguinte à sessão.

A fala de Neres também ecoou na Câmara de Serra. Na sessão da última quarta-feira (13), foi a vez da vereadora Sandra Gomes (PSDC) pôr em suspeição a votação estrondosa de Rodney. O vereador eleito deputado estadual, Professor Roberto Carlos (PT), que participou da sessão, ponderou que o questionamento foi uma manifestação isolada da vereadora e que a discussão em torno da polêmica não ganhou corpo dentro do legislativo municipal.

Roberto Carlos, segundo deputado mais votado na Serra (13.964 votos), continua sem entender o “fenômeno Rodney”. O professor confessa que ficou surpreso com a votação do delegado federal no Estado. E se surpreendeu ainda mais com os 11.547 votos que ex-secretário conquistou na Serra – terceiro candidato mais votado no município. “Não sei explicar o fenômeno, mas sei que no meu principal reduto eleitoral, Laranjeiras, ele ficou em segundo lugar. Posso assegurar também que em Laranjeiras, onde funcionou o meu comitê eleitoral, o candidato Rodney fez uma única caminhada. Pelos menos em Laranjeiras, ele não tinha apoio de lideranças comunitárias”, garante.

Para o vereador, fenômenos eleitorais não precisam de intermediários para se eleger. Ele citou o caso de Tiririca, candidato eleito à Câmara dos Deputados por São Paulo com a votação recorde de 1.353.820 votos. “O Tiririca também não precisou de lideranças ou outros intermediários para se eleger”. Roberto Carlos acrescenta ainda que Rodney foi justamente mais votado nos municípios da Grande Vitória, onde a sensação de insegurança é maior. “Repito, ainda não consegui entender esse fenômeno”, reconhece.

Protótipo de Cláudio Guerra

Ao contrário do vereador Roberto Carlos, o candidato derrotado à Câmara dos Deputados, Max Filho (PTB), arrisca dar alguns palpites para explicar a montanha de votos de Rodney. Para o ex-prefeito de Vila Velha, houve muita complacência por parte da grande mídia com o intuito de promover a imagem do então secretário de Segurança Rodney Miranda. “Ainda como secretário, Rodney era exibido exaustivamente nas principais emissoras de TV do Estado e nos grandes jornais como o Rambo. Rodney é um protótipo do antigo delegado Cláudio Guerra [Guerra foi uma das figuras mais temidas do Espírito Santo durante as décadas de 1970 e 1980. O delegado, que tinha trânsito livre nas elites capixabas, foi acusado de assassinar diversas pessoas, entre elas a colunista social Maria Nilce].”

Na opinião de Max Filho, o delegado Cláudio Guerra, durante o regime militar, também foi projetado pela mídia como um super herói. “Rodney também foi vendido desta maneira à sociedade. O trabalho à frente da Secretária Segurança não foi questionado pela mídia. Sobressaiu essa imagem de Rambo”.

Max Filho também aponta o governador Paulo Hartung como o grande responsável pela caminhada vitoriosa de Rodney. “Eles mapearam Vila Velha e puseram as lideranças para trabalhar. Muita gente que não tinha votos para se eleger ajudou a puxar votos para o ex-secretário”. Ele pondera, no entanto, que em uma disputa para cargos majoritários Rodney Miranda não teria o mesmo sucesso.

Arquivo vivo

O também candidato derrotado à Câmara dos Deputados, Capitão Assumção (PSB), descorda do vereador Roberto Carlos e concorda parcialmente com Max Filho. “O Rodney não pode ser comparado ao fenômeno Tiririca. São personagens completamente diferentes e de contextos distintos. O Rodney não é um fenômeno como o Tiririca”, sustenta.

Capitão Assumção, que sempre criticou o estilo midiático de Rodney, não acredita também que somente as aparições na mídia tenham sido responsáveis pelos votos de Rodney. “As classes A e B não se impressionam com essas aparições midiáticas. Essa exposição não teria um efeito tão estrondoso nas urnas”, desafia.

Assumção ainda pondera que o nome de Rodney, embora aparecesse bem nas pesquisas, não estava entre os mais votados. “O governador pegou magistralmente nas mãos dele para fazer 25 a 30 mil votos. Ele teve o dobro. Acho que nem eles esperavam”.

Para Assumção, há mais mistérios por trás dessa estupenda votação do ex-secretário. “Rodney é um arquivo vivo. Ele sabe de muita coisa da vida do governador Paulo Hartung. Todas as informações grampeadas pelo Guardião [sistema de escutas telefônicas da polícia] passavam pelas mãos do Rodney. Só isso explica porque Hartung mandou trazê-lo de volta para a secretaria depois do escândalo do Grampo da Rede Gazeta”, recorda o deputado.

Apoio fantasma

Da capital secreta do mundo, o vereador eleito deputado estadual, Glauber Coelho (PR), credita a votação impressionante de Rodney às aparições cinematográficas do ex-secretário. Entre os deputados eleitos, Rodney foi o terceiro mais votado em Cachoeiro, ficou atrás apenas do campeão de votos Theodorico Ferraço e do próprio Glauber Coelho.

O novo deputado, segundo mais votado em Cachoeiro de Itapemirim com 12.072 votos, lembra que Rodney esteve diversas vezes à frente de operações nas cidades sulistas. “Acho que o Rodney soube explorar bem a mídia em relação ao trabalho que ele fez, não ao que ele deixou de fazer. Ele fazia grandes blitze nos municípios todo caracterizado: de colete à prova de balas e pistola à mostra. As pessoas paravam para assistir as operações. Acho que muita gente ficou encantada com essa imagem que ele passou”, suspeita.

Glauber Coelho assegura que o ex-secretário, a exemplo do que afirmou o vereador de Serra, Roberto Carlos, não tinha o apoio de nenhum vereador ou de lideranças comunitárias ou religiosos de Cachoeiro. “Se ele teve apoio, foi fantasma. Eu não vi ninguém o apoiando”, garante.

Só um apoio fantasma poderia explicar também a votação de Rodney em Aracruz, norte do Estado. Entre os eleitos, Rodney foi o terceiro candidato mais votado em Aracruz. O vereador Ronis Alves (PDT), que também concorreu a uma vaga na Assembleia e saiu derrotado, jura de pés juntos que Rodney não recebeu apoio de nenhum vereador de Aracruz e muito menos das lideranças comunitárias do município.

“Para mim a votação de Rodney foi uma grande surpresa. Eu fiz campanha por todas as comunidades de Aracruz e não ouvi ninguém comentar que iria votar no Rodney. A eleição é sempre uma caixa de surpresas. A propaganda gratuita da TV deve ter ajudado. Ele aparecia fardado com armas indo buscar traficante nos morros. Acho que isso impressionou as pessoas”, desconfia.

Entre os eleitos, Rodney Miranda foi o segundo candidato mais votado em Venda Nova do Imigrante e quinto entre todos os candidatos. O presidente da Câmara do município serrano, Marco Antônio Grillo (PSDB), acha que a votação de Rodney “foi normal”. Grillo, que está no seu quinto mandato, diz que havia lideranças e um vereador trabalhando para o ex-secretário durante a campanha. “Ele também esteve aqui e participou de uma missa. Nas ruas, víamos carros estavam adesivados com a propaganda do candidato e também havia faixas nas casas de apoio a Rodney”, conta.

O vereador também garantiu que os votos de Rodney em Venda Nova não vieram do apoio do prefeito Dalton Perim (PMDB). Segundo ele, o prefeito apoiou o candidato Rodrigo Chamoun (PSB).

Em Afonso Cláudio, também nas montanhas capixabas, o vereador Adeilde Davel (PMDB) encarou com normalidade a votação de Rodney. Entre os eleitos, o superdelegado foi o terceiro que recebeu mais votos dos afonso-claudenses. Davel justifica que Rodney teve apoio do vereador e colega de partido Romildo Camporês, que é um político bastante forte no município. “Acho que os policiais também votaram no Rodney. A campanha foi muito forte. Ele também fez uma palestra sobre drogas na faculdade”, recorda.

O vereador ainda avaliou como razoável o trabalho de Rodney à frente da Secretaria da Segurança. “Nos últimos anos a violência em Afonso Cláudio diminuiu, mas também não podemos atribuir esse resultado ao secretário. A comunidade trabalhou muito para isso. Organizamos o Conselho de Segurança. Houve muito empenho da população para reverter a violência”, esclarece.

Fraudes nas urnas

Depois de estudar o sistema de votação eletrônico de trás para frente - desde a primeira experiência brasileira com a urna eletrônica, nas eleições de 1996 -, o engenheiro paulista Amílcar Brunazo Júnior, um dos maiores especialistas em urnas eletrônicas do Brasil, chegou à seguinte conclusão: “É difícil afirmar o hoje se há ou não há fraude, simplesmente porque o sistema brasileiro não permite a auditoria dos resultados”, conclui.

O engenheiro explica que o TSE, em vez de auditar os resultados, audita o software utilizado. Ele adverte que essa auditoria é muito difícil de ser executada. “A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público Federal não conseguem auditar o software”, alerta.

Segundo Brunazo, existem duas possibilidades de se auditar o voto apurado pela urna eletrônica: a primeira é a auditoria contábil, que nada mais é que a contagem manual dos votos confrontada com os dados gerados pelo sistema do TSE. “A auditoria contábil está descartada no sistema brasileiro, pois não há o voto material para contar”.

O sistema brasileiro optou pela auditoria do software. Para sustentar a escolha, o TSE parte do princípio que se o software utilizado é seguro os dados gerados, consequentemente, são confiáveis. “Substituir a auditoria contábil pela auditoria do software não soluciona a questão. Essa é uma auditoria impossível de se fazer. Há 14 anos temos eleições eletrônicas no Brasil e até agora nenhuma entidade conseguiu auditar o software para atestar se ele é seguro ou não”, afirma Brunazo.

Para o engenheiro Brunazo, contestações como as que estão acontecendo no Espírito Santo em torno da votação de Rodney são recorrentes em todo o Brasil ao final de cada eleição. “Todas essas reclamações e questionamentos, inclusive as minhas, só existem porque o sistema não é transparente. Se pudéssemos conferir os resultados, todas essas suspeitas seriam esclarecidas. A auditoria acabaria com as denúncias. Tudo isso só ocorre porque não temos como auditar os resultados”, insiste.

Se os políticos consultados por Século Diário divergem nas opiniões para explicar o “fenômeno Rodney”, concordam que o sistema eletrônico de votação precisa ser mais transparente. Alguns políticos que não sabiam que o sistema não permite auditoria dos resultados, após tomar conhecimento do funcionamento do atual sistema, apoiaram a iniciativa de se auditar os resultados.

“Até que se prove o contrário, confio no sistema eletrônico de votação brasileiro. Mas sou plenamente a favor de um sistema que possa assegurar mais transparência ao processo”, disse Glauber Coelho.

Aparentemente é um sistema seguro. “Mas sou favorável é tudo que possa dar mais transparência aos processos”, afirma o Professor Roberto Carlos.

Max Filho alerta que seria leviano afirmar que houve fraude nas eleições. “Não há elementos para se fazer essa afirmação. Acho que a auditoria é válida. A segurança do resultado é fundamental. É preciso sempre garantir eleições livres e fazer prevalecer a vontade do eleitor”.

Para o Capitão Assumção, não dá para afirmar se as urnas são ou não seguras enquanto não houver auditoria dos resultados. O deputado diz que o maior enigma dessas eleições continua sendo a votação estrondosa de Rodney. Ele destacou que Hartung pôs as mãos em Rodney para elegê-lo e mobilizou os prefeitos para apoiá-lo. “O governador tem quase todos os prefeitos na mão. Todo mundo sabe que o poder local é decisivo em uma campanha. Na minha opinião, ainda tem alguma coisa de misterioso no ar sobre a votação de Rodney Miranda”, finaliza.

GOVERNO DO ESTADO NOMEIA OS DIRETORES DAS ESCOLAS DE BREJETUBA

A dança das cadeiras foi encerrada hoje, a novela já durava quatro meses.

O Governo do Estado do Espírito Santo nomeou hoje, através do secretario estadual de Educação Haroldo Corrêa Rocha, os cinco diretores das escolas estaduais localizadas no município de Brejetuba.

A dança das cadeiras como ficou conhecido o processo de nomeação dos diretores, durou mais de três meses, ganhou o apelido de dança das cadeiras, pois diretores de algumas escolas se inscreveram para outras e vice e versa, mas enfim a novela chegou ao final.

Secretário de Educação do Estado do Espírito Santo.

A escola “Álvaro Castelo”, que é a maior do município, ficou mais de três meses sem diretor, o processo de escolha foi demorado e complicado, primeiro os conselhos das escolas enviavam ao estado uma lista tríplice, após o envio da lista uma empresa foi contratada para escolher uma entre os três profissionais, agora o quadro de diretores no município ficou assim:

EEEFM Álvaro Castelo - MARLENE ZUMMACH DE OLIVEIRA

EEEFM Fazenda Camporês - EMERSON UNGARATO

EEEFM Leogildo Severiano de Souza – RITA PELISSON

EEEFM Marlene Brandão – LUIZ CLÁUDIO ZOBOLI DA CUNHA

EEEFM São Jorge – JOSE ORLI PAGIO

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Evangélicos devem ir às ruas fazer bandeiraço para Dilma no Espírito Santo


Cerca de 100 lideranças evangélicas participaram, nesta quarta-feira (13), de um encontro com a coordenação estadual da campanha da petista Dilma Roussef à presidência da República. Durante a reunião foi oficializada a criação do comitê Pró-Dilma que terá como principal desafio afastar a onda de boatos envolvendo sua candidatura.
De acordo com o coordenador da campanha no Estado, o deputado e governador eleito Givaldo Vieira (PT), foram discutidas várias propostas que serão colocadas em prática pelas lideranças religiosas. “Não esperávamos um grupo de evangélicos tão expressivo aderindo à campanha. Saímos de lá com algumas propostas de encaminhamento que serão desenvolvidos nos próximos dias”.
Entre as propostas, estão previstas a criação de material específico para distribuir entre os evangélicos, participação em bandeiraços e reuniões no interior do Estado. “O principal desafio é divulgar a campanha da Dilma e afastar as inverdades que foram repassadas como verdades contra nossa candidata”, explicou Givaldo.
O comitê será coordenado por 13 membros e já nesta quinta-feira se reúne para definir de que forma serão colocadas em pratica as ações. “Vamos divulgar a campanha da Dilma atingindo principalmente o público evangélico. Queremos também buscar os votos dos indecisos e daqueles que votaram na Marina Silva no primeiro turno”.
O sinal de alerta na equipe petista foi aceso por uma enxurrada de e-mails e artigos em blogs que afirmavam que Dilma seria favorável ao aborto e que teria declarado que "nem Jesus Cristo" impediria sua vitória no primeiro turno.
No Espírito Santo, houve uma vitória apertada da candidata petista. Dilma conquistou 37,25% dos votos válidos, o que corresponde a 717.417 votos; Serra obteve 35,44%, o que equivale a 685.590 votos; e Marina Silva recebeu 26,26% dos votos capixabas ou 505.734 votos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, reuniram-se no final da manhã, em Brasília, durante cerca de uma hora, com representantes de igrejas evangélicas. Segundo alguns dos presentes, no encontro, a portas fechadas, Lula garantiu que Dilma não enviará iniciativa alguma do Executivo para o Legislativo para flexibilizar o Artigo 127 do Código Penal, que amplia as possibilidades de autorização para realização de aborto.
De acordo com participantes, o presidente lembrou que, em seu governo, defende ampla liberdade de culto, permitindo que cada um professe sua religião. Alguns dos evangélicos presentes à reunião informaram que Dilma reafirmou o compromisso de fé e suas convicções religiosas. A ex-ministra tem reiterado que é a favor da vida e defensora dos direitos humanos.
Também participaram do encontro parlamentares como o senador eleito Walter Pinheiro (PT-BA) e a deputada eleita Benedita da Silva (PT-RJ). Ambos pertencem à igreja Assembleia de Deus. O presidente deixou a reunião sem conceder falar com a imprensa e a candidata avisou que não pretende dar entrevista.
Fonte: R7

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Motorista morre após bater carro em pedra na BR 262, em Muniz Freire

O motorista Jeferson Batista de Oliveira, 31 anos, morreu em um acidente no final da manhã desta segunda-feira (18) após colidir com o carro em uma pedra às margens da BR 262, em Muniz Freire.

Segundo o relatório de atendimento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no momento do acidente, Jeferson conduzia o Toyota/ Corolla, placas DTT 3486/ES. O motorista capotou com o carro. após tentar fazer uma curva na altura do Km 140,9.

A carona Leci da Silva de Oliveira, 26 anos, que também estava na Toyota, sofreu ferimentos graves. A mulher foi socorrida para o Pronto Socorro do Hospital de Ibatiba, mas em seguida foi encaminhada para o Hospital São Lucas, em Vitória.

O corpo de Jeferson foi encaminhado para o Insituto Médico Legal (IML) de Cachoeiro de Itapemirim. Quanto a mulher, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou no final da tarde desta segunda que Leci permanecia internada em estado grave no Hospital São Lucas, em Vitória.

Questões de São Paulo dominam novo debate na TV entre Dilma e Serra

Os dois também tiveram de dar explicações sobre Erenice Guerra, no caso de Dilma, e Paulo Vieira de Souza, no caso de Serra

No segundo debate entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) desde o primeiro turno, os candidatos deixaram de lado temas como aborto e religião e colocaram São Paulo no centro das discussões. A petista e o tucano debateram a educação no Estado, políticas para o tratamento de drogados e até iniciativas do governo paulista relacionadas à compra de uma distribuidora de gás pela Petrobras.

Os dois também tiveram de dar explicações sobre pessoas próximas suspeitas de irregularidades - Erenice Guerra, no caso de Dilma, e Paulo Vieira de Souza, no caso de Serra. A empresa que provocou controvérsia é a Gas Brasiliano, que distribui gás no interior de São Paulo. Dilma acusou o governo paulista de tentar impedir que a Petrobras compre a distribuidora da multinacional italiana ENI.

Segundo a candidata do PT, que atribui ao adversário a intenção de privatizar a Petrobras e o pré-sal, o governo de São Paulo tem feito gestões para impedir que o Cade, órgão regulador do Ministério da Justiça, dê aval ao acordo fechado em maio entre a estatal brasileira e a ENI. Isso, de acordo com Dilma, favoreceria uma empresa japonesa concorrente da Petrobras.

Serra acusou o governo federal de ter promovido um loteamento político na Petrobras e em empresas ligadas a ela. Insinuou que até o ex-presidente Fernando Collor teria influência na estatal. O tucano também citou os Correios como exemplo de empresa em que vigora a lógica do rateio político.

São Paulo voltou ao centro do debate quando Dilma questionou Serra por supostos resultados fracos da rede pública estadual de ensino. O tucano afirmou que exames de avaliação feitos pelo próprio governo federal mostram que o Estado foi um dos que mais avançaram na educação pública. Na tréplica, a petista disse que as boas notas de São Paulo se deviam à metodologia do exame, que dá peso alto à aprovação dos alunos. "Aqui há aprovação automática", observou.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Antes da TV, Dilma alcança 48% contra 41% de Serra


Petista tem 54% dos votos válidos

A primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno da eleição para presidente da República mostra Dilma Rousseff (PT) com 48% das intenções de voto contra 41% de José Serra (PSDB). No levantamento realizado no dia 8 de outubro em todo o território nacional, 4% dos entrevistados dizem que vão votar em branco ou anular o voto, enquanto outros 7% mostram-se indecisos.

Considerando-se apenas os votos válidos, a petista tem 54% e o tucano 46%. Como as simulações anteriores de segundo turno eram apenas hipotéticas, o Datafolha não compara os resultados atuais com dados obtidos antes do primeiro turno.

Estratificando-se os resultados, nota-se preferência por Dilma principalmente entre os habitantes do Nordeste (62%), entre os menos escolarizados (54%), entre os homens (52%) e entre os que têm renda de até dois salários mínimos (52%). A petista também fica acima entre os que defendem a ampliação da lei que permite o aborto em mais casos do que os previstos atualmente em lei (52%), e entre eu se dizem católicos (51%).

Serra tem seu melhor desempenho entre os que possuem renda familiar maior do que 10 salários mínimos (58%), entre os que têm nível superior de escolaridade (50%), entre os evangélicos - tanto os não pentecostais (48%) quanto os pentecostais (49%) – entre os espíritas (48%) e entre os que moram na região Sul do país (48%).

Sobre o grau de certeza do voto, 89% se dizem totalmente decididos em relação ao candidato que escolheram. Para 10%, porém, o voto ainda pode mudar. Entre os que pretendem votar em Dilma Rousseff, 90% se dizem totalmente decididos, e entre os que preferem o tucano, essa taxa é de 90%.

Entre os que não escolhem Dilma, 68% afirmam que não votam na petista de jeito nenhum, enquanto 24% até cogitam a possibilidade. No estrato dos que não votam em Serra, essas taxas são de 63% e 28%, respectivamente.

Quanto ao número que deverão digitar na urna eletrônica para concretizar o voto no segundo turno, 79% acertam os algarismos contra 19% que admitem não saber como proceder e 2% que erram ao arriscar uma resposta. Entre os que pretendem eleger Dilma, 86% acertam o 13 e entre os que querem votar em Serra, 74% citam o 45.


Entre os eleitores de Marina, Serra tem 51% e Dilma 22% das intenções de voto
Apoio da candidata do Partido Verde divide opiniões; 18% de seus eleitores ainda estão indecisos

Entre os que votaram na candidata do PV, Marina Silva, no primeiro turno da eleição para presidente da República, 51% dizem que optarão por José Serra no segundo turno. Preferem Dilma Rousseff (PT) 22%, enquanto 18% se dizem indecisos e 9% pretendem votar em branco ou anular o voto.

O apoio de Marina a um dos candidatos que disputam o segundo turno divide os brasileiros. Para 42%, a candidata deveria apoiar Dilma, enquanto 41% afirmam que ela deveria apoiar Serra. Outros 7% dizem que Marina não deveria apoiar ninguém e 10% não souberam responder. Entre seus eleitores 54% afirmam que a candidata deveria apoiar Serra e 23% Dilma.

Sobre quem de fato os entrevistados acham que Marina vai acabar apoiando no segundo turno, 38% citam Serra, 32% Dilma e 8% respondem nenhum dos dois. Não souberam opinar 22%. Para 54% dos seus eleitores, Marina irá apoiar José Serra e 17% acreditam que Marina apoiará Dilma.

Com base no total da amostra, nota-se que a maioria dos eleitores (56%) julga indiferente o apoio de Marina na escolha do candidato no segundo turno. Dizem que até poderiam votar no candidato apoiado por Marina 26%, enquanto para 13%, o fato seria motivo de rejeição.

Sobre o apoio de Lula, 39% afirmam que poderiam votar na candidata do presidente, enquanto para outros 41% o fato é indiferente. Ele geraria rejeição em 16% dos casos.

Para aliados de Dilma, onda evangélica contribuiu para queda

Enquanto o comitê de campanha de Dilma Rousseff ainda digeria a ideia de um 2º turno, alguns interlocutores mais próximos já apostavam em uma das possíveis explicações para a perda de pontos na reta final: o poder do movimento evangélico no país.

A avaliação é de que a campanha da candidata petista teria "demorado demais" em dar uma resposta à onda de comentários na internet apresentando a ex-ministra como uma candidata pouco religiosa e a favor do aborto.

O que a princípio parecia um "boato passageiro", na opinião do comitê, acabou dominando os sites de relacionamento pessoal nos últimos dias, gerando um movimento "em massa" de evangélicos desconfiados sobre o posicionamento religioso da candidata.

Não à toa esse foi o principal tema do último programa de Dilma na TV e no rádio, na quinta-feira, quando a candidata usou seu tempo para reiterar sua posição contrária ao aborto e garantir que "respeitará todas as religiões", se eleita.

"O tom da resposta até veio à altura. Mas talvez tenha demorado um pouco demais", disse um interlocutor.

Exemplos de mensagens enviadas pela internet:

Fonte: BBC Brasil

Acidente na BR 262 deixa um morto e outras duas pessoas feridas

O DJ Jeferson Cavati Rui morreu ao bater com seu veículo em um poste.

Patrícia Vallin - gazeta online

Um grave acidente na BR 262, na altura do bairro Alto Laje, em Cariacica, na manhã desta terça-feira (12), deixou uma pessoa morta e outras duas gravemente feridas. O veículo Corsa, guiado por Jeferson Cavati Rui, seguia no sentido Campo Grande - Jardim América quando perdeu o controle e bateu em um poste.
Jeferson morreu de parada cardíaca. Ele estava acompanhado de sua filha, Heliorrana Cavati Rangel Rui e um vizinho ainda não identificado. Todos estavam sem cinto de segurança. A filha de Jeferson e o vizinho ficaram gravemente feridos e foram encaminhados ao Hospital Infantil, em Vitória. Jeferson era DJ e voltava de uma festa.


A vítima e a família são de Ilha das Flores, Vila Velha.