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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Produtor de dois hectares de café vence prêmio de qualidade em Brejetuba

2º colocado do concurso, Luiz Ambrosim ao lado do prefeito de Brejetuba e do diretor-presidente do Incaper, Evair de Melo (à direita) e do secretário municipal de agricultura (à esquerda).

























O produtor rural Joselino Meneguetti possui em sua propriedade em Brejetuba apenas dois hectares de café em produção e colhe aproximadamente 200 sacas do grão por ano. Ele, juntamente com a esposa e o filho tomam conta da plantação, que representa o sustento da casa. Este típico agricultor familiar capixaba foi eleito no último sábado (20) o melhor produtor de café do município e levou pra casa um cheque no valor de R$ 6.000,00.
Trata-se do II Prêmio Café Sustentável de Brejetuba, realizado pelo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), juntamente com a Prefeitura Municipal e a Cooperativa Alternativa de Agricultores do município (Cooaabre), com o objetivo de premiar os agricultores que buscam produzir cafés com excelência de qualidade. Foram agraciados os dez melhores produtores de café arábica da região, dentre 63 concorrentes. Ao todo, foram R$15.000,00 em prêmios.

A cerimônia de entrega foi realizada no último sábado (20), no Clube Recanto das Águas, na localidade de Brejaubinha, e contou com a presença de aproximadamente 200 pessoas, dentre elas várias autoridades, como o Presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o Prefeito de Brejetuba em exercício, José Geraldo Meroto, o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Brejetuba, José Eraldo Oliveira Dias, além de lideranças comunitárias e dos cafeicultores participantes.

Segundo o extensionista do Incaper de Brejetuba, Fabiano Tristão, o produtor vencedor Joselino Meneguetti segue em sua propriedade todas as recomendações técnicas do Incaper. “O produtor, inclusive, realiza a colheita seletiva da lavoura, ou seja, colhe apenas os cafés maduros. Isso contribui muito para a qualidade do café produzido por ele”, completa Fabian

o.

De acordo com o presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o concurso é importante para incentivar os agricultores familiares a investir na qualidade da produção. “Atualmente, é fundamental que os agricultores capixabas utilizem as práticas adequadas de cultivo, colheita e pós-colheita, com o intuito de alcançar melhor rentabilidade na atividade. O mercado está cada dia mais exigente, e é preciso alcançar os consumidores que estão dispostos a pagar mais por um produto melhor”, afirma Evair.

A Cooperativa Alternativa dos Agricultores de Brejetuba (Cooaabre) se encarregará de negociar os lotes de sacas de café dos trinta finalistas do concurso, que poderá atingir um ágio sobre o preço médio de mercado de até R$ 250,00.

Sustentabilidade

Vencedor do prêmio , Joselino Meneguetti entre o prefeito de Brejetuba (à direita), o secretário municipal de agricultura e o diretor-presidente do Incaper (à esquerda).















Os critérios para o concurso foram divididos em duas avaliações: a prova de degustação, para analisar a qualidade do café, que representou 80% da nota final; e o respeito ao meio ambiente nas propriedades dos concorrentes ao prêmio, o que correspondeu a 20% da nota definitiva do concurso.

Para o extensionista do Incaper, Fabiano Tristão, avaliar-se a questão ambiental no concurso é fundamental, para que os produtores alcancem a produção de cafés de excelência através de práticas sustentáveis no cultivo do café. Segundo o extensionista, foram avaliados critérios como a utilização das bos práticas agrícolas, o uso racional de defensivos, a conservação do meio ambiente e a saúde do trabalhador.

Brejetuba é o maior produtor de arábica do Espírito Santo e o segundo maior do país, ficando atrás apenas da cidade de Patrocínio, Minas Gerais. O município apresenta uma produção média de 350 mil sacas por ano, sendo que cerca de 20% representa qualidade superior.

Veja quem foram os ganhadores:


1º

JOSELINO MENEGUETTI -

RANCHO DANTAS -

6.000,00

2º

LUIZ AMBROSIM -

RANCHO DANTAS -

3.000,00

3º

CEZINO CÔCO CAMPORÊS -

VARGEM GRANDE -

2.000,00

4º

ANDREA VIVACQUA -

MARAPÉ -

1.000,00

5º

PAULO MAURO DE PAULA -

RANCHO DANTAS -

500,00

6º

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAULA -

PINHEIROS -

500,00

7º

EDIR MARIA BELISÁRIO PÁGIO -

BREJAUBINHA -

500,00

8º

EDUARDO ANGELO CASTILHO -

SÃO DOMINGOS -

500,00

9º

JOÃO PEDRO RIGO VENTURIM -

VARGEM GRANDE -

500,00

10º

JOÃO BATISTA ROSA DOS SANTOS -

PINHEIROS -

500,00

Informações à Imprensa:
Paula Varejão
Assessoria de Comunicação do Incaper
(27) 9850-2210 / 3137-9868




quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Empresário de Colatina denunciado na Operação Broca é assassinado em Alagoas



O empresário do ramo de café, Luiz Fernando Mattedi Tomazi, de 41 anos, foi executado na noite desta terça-feira (14) após ser levado por supostos assaltantes juntamente com a mulher, Hornella Giurizatti. O casal - natural do Espírito Santo - foi abordado em Cruz das Almas, em Alagoas, e o homicídio ocorreu na Avenida Leste/Oeste, periferia de Maceió, segundo informações do portal de notícias alagoano gazetaweb.com.

De acordo com o cabo Bezerra, a esposa da vítima, numa primeira versão, teria dito à polícia que estavam em frente a uma faculdade - que fica nas proximidades da Ladeira do Óleo - quando dois homens entraram no veículo Citroën, de cor preta e placas MRA-6383/Colatina ES, e mandaram que saíssem do local. Hornella Giurizatti conduzia o veículo.

Em outra versão, salientou a polícia, a mulher teria dito que dois veículos modelo Blazer, de cor preta e placas não anotadas, teriam emparelhado com o Citroën no semáforo. Dois homens teriam descido das Blazer e entrado no carro do casal. Policiais civis disseram não acreditar nessa hipótese. Segundo eles, pela experiência profissional em crimes, dificilmente os assassinos usam carros iguais.

Numa terceira versão, Hornella chegou a dizer que o marido era empresário e teria deixado uma empresa em aberto no Espírito Santo. Segundo policiais militares do Batalhão de Eventos (BPE), a viúva teria confessado que o marido já teve problemas com a Polícia Federal, mas por sonegação de impostos.

"Pedimos para fazerem levantamentos com os dados dele no Infoseg, mas não consta nada de ilícito, nenhuma pendência"- disse o cabo Bezerra.

As polícias acham estranho também a forma como a vítima foi encontrada: com cinto de segurança, perna cruzada, aparentemente bem à vontade.

"Na entrada da Grota do Pau D'Arco, os assassinos, segundo ela, que estavam no banco traseiro, deflagraram um tiro na cabeça de Luiz Fernando dizendo que ele havia falado demais. Achamos estranho porque ele estava de pernas cruzadas, como se os criminosos fossem conhecidos. Pelo menos não aparenta que a situação tivesse causado inquietação"- disse o cabo.

Ainda na delegacia, a mulher do empresário alegou estar passando mal e chegou a ser levada ao pronto-socorro do Jacintinho, mas a polícia foi buscá-la com o intuito de colher mais informações. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) e equipe do Médico Legal de Alagoas também foram ao local. Com informações do portal gazetaweb.com, de Alagoas.

Réu na Operação Broca

O empresário Luiz Fernando Mattedi Tomazi é um dos 71 empresários, diretores e funcionários de empresas e corretoras de café envolvidos na Operação Broca, deflagrada no dia 1º de junho. Todos são processados por crimes como formação de quadrilha, estelionato qualificado e falsidade ideológica. A denúncia, que partiu do Ministério Público Federal (MPF), foi aceita pela Justiça Federal no dia 28 de julho, mas o anúncio só foi feito à imprensa na noite desta terça-feira (14).

A ação penal corre em segredo de justiça na Vara Federal Criminal de Colatina. Ao ajuizar a ação, o Ministério Público pediu a revogação do segredo de justiça do documento, mas o pedido foi negado pela Justiça Federal, por causa da existência de trechos transcritos de conversas telefônicas interceptadas durante as investigações.

A Operação Broca, realizada em conjunto por Receita Federal, Ministério Público e Polícia Federal, desbaratou um suposto esquema de obtenção de vantagens tributárias ilícitas por parte de empresas de exportação e torrefação de café. A fraude, identificada pela Receita Federal, resultou num prejuízo aos cofres públicos superior a R$ 400 milhões.

LUIZ FERNANDO TOMAZI
Crimes: formação de quadrilha, estelionato qualificado em continuidade delitiva e em falsidade ideológica por oito vezes, em concurso material, em razão das constituições e alterações contratuais falsas das empresas de fachada Acádia (três vezes), Do Grão (três vezes), L&L (uma vez) e RV dos Anjos (uma vez).


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

HERÓIS OU PALHAÇOS, DECIDAM AGORA, OU O DESTINO VAI DECIDIR POR VOCÊS!!!!



“DE QUE SINDROME PADECE, NÓS OS PRODUTORES RURAIS BRASILEIROS?”




A minha profissão não é a medicina, mas amparado pelo dito popular, “de médico e louco , todo mundo tem um pouco”, farei um diagnóstico particular (minha opinião) sobre o comportamento dos produtores rurais brasileiros, grupo ao qual me incluo por ser cafeicultor na cidade de Coromandel-MG. Após uma analise profunda deste caso, cheguei à conclusão que o nosso comportamento como trabalhadores Brasileiros, geradores de riqueza (superávit na balança comercial) só pode ser explicado pela visão freudiana, ou seja, uma disfunção psiquiátrica aguda que nos levou a desenvolver duas síndromes inseparáveis, e que influenciam concomitantemente de forma negativa em nossas ações diárias, sejam elas:

1- Trabalho- trato com os funcionários, manutenção dos maquinários, escolha da atividade a ser desenvolvida, tudo isso levando a um desequilíbrio no ambiente de trabalho, que com toda certeza levará a resultados negativos.

2- Família – trato com os entes queridos, manutenção de um ambiente familiar tranqüilo para o bom desempenho dos filhos na escola, e para um bom relacionamento com a esposa, a verdadeira parceira do homem do campo.

3- Amizade- desestímulo a uma vida social, imprescindível para o desenvolvimento cultural e profissional.


Nomearei aqui estas duas SINDROMES:

- SINDROME MASOQUISTA: Pessoa que busca sentir prazer recebendo o sofrimento físico e moral imposto por outra pessoa.

O agricultor brasileiro, após a colheita de cada safra se encontra desanimado e depressivo, pois, mesmo batendo recordes de produção (soja, milho, trigo, arroz, café...) sabe que ainda tem uma longa jornada pela frente antes de terminar o ano agrícola. Infelizmente, chega o momento de entregar o seu produto que quase sempre não cobre os custos de produção, não sobrando para sobrevivência de sua família, e, ainda, tem que enfrentar a triste façanha de negociar as dividas com as instituições financeiras, aceitando todos os tipos de juros, penhor de safras que ainda nem foram plantadas, comprometendo assim qualquer esperança de anos melhores, para seu negócio, tornando-se assim um escravo do sistema.

Neste período pós colheita, após todos estes acontecimentos o produtor em profundo estado de depressão decide que vai entregar tudo para os bancos, vai parar de plantar, vai montar um boteco, etc...

- SINDROME QUIXOTESCA – Provoca um comportamento semelhante ao El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha, o grande protagonista das aventuras descritas pelo autor Miguel de Cervantes Saavedra.

O protagonista, o já idoso Alonso Quijano, torna-se cavaleiro, cavalga o esquelético Rocinante acompanhado do escudeiro Sancho Pança. Percorre os caminhos da Andaluzia em busca de aventuras. E aí luta com moinhos de vento pensando que são gigantes, corteja uma aldeã como se ela fosse a dama Dulcinéia del Toboso, e vê em prostitutas belas donzelas.

Com a chegada das chuvas, chega também na porta das propriedades uma revoada de pickups conduzidas por agrônomos ou técnicos recém formados, com frases prontas do tipo: “VOCÊS SÃO A ANCORA DESTE PAIS”, “VOCES SÃO OS HERÓIS QUE COLOCAM COMIDA NA MESA DO BRASILEIRO”, “SEM VOCES O POVO BRASILEIRO VAI PASSAR FOME”, “NÓS DEPENDEMOS DE VOCES E ESTAREMOS AO LADO DO PRODUTOR”.

Neste momento os primeiros sintomas da SINDROME QUIXOTESCA começa a se manifestar, o pobre depressivo procura os agiotas mais próximos em busca de crédito para comprar óleo diesel, combustível de seu alazão e sai numa cavalgada louca e desenfreada em busca de sua nova aventura, que é:

PRODUZIR ALIMENTO, SEM GARANTIA DE PREÇOS, SEM SEGURO, ALTOS CUSTOS (INSUMOS EM GERAL), MINISTÉRIO DO TRABALHO, DIVIDAS EM BANCOS (VENCIDAS, VENCENDO E A VENCER), ETC.....

CAROS HOMENS DO CAMPO DE TODO O BRASIL, DIZEM QUE ESTE GOVERNO É COMANDADO POR UM BANDO DE ALOPRADOS, VOCES TEM CERTEZA DE QUEM SÃO OS VERDADEIROS ALOPRADOS?

INFELIZMENTE, COMIDA BARATA SUSTENTA A ESTABILIDADE DE QUALQUER GOVERNO, QUEM FORAM OS “ALOPRADOS” QUE CAIRAM NA HISTÓRIA QUE O PRODUTOR RURAL ANTES DE TUDO É UM HERÓI?

ACORDA PRODUTOR BRASILEIRO, O DESTINO DO PAIS ESTA EM NOSSAS MÃOS, NÓS É QUE TEMOS O PODER DE DECIDIR SE O BOLSA FAMILIA TEM VALOR OU NÃO.

HERÓIS OU PALHAÇOS, DECIDAM AGORA, OU O DESTINO VAI DECIDIR POR VOCÊS!!!!

SILVIO NISIZAKI
COROMANDEL-MG
Artigo retirado do site da revista Cafeicultura e Negócios, muito interessante.