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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PRODUTOR DE BREJETUBA GANHA PRÊMIO Cafuso/UCC

10º Prêmio Cafuso/UCC revela os campeões do café do ES
A premiação, voltada para produtores da variedade arábica, distribuiu R$ 400 mil entre os cafeicultores

Hilda Stein Krokling, do município de Marechal Floriano, é a vencedora do 10º Prêmio Cafuso/UCC para os Cafés das Montanhas do Espírito Santo. A amostra da produtora, de 83 anos, foi selecionada entre as 560 inscritas na disputa por cafeicultores de 18 municípios capixabas em 2010. O segundo lugar foi para a produtora Renata Vargas de Souza, de Conceição do Castelo. A terceira colocação ficou com cafeicultor João Manegoni, de Venda Nova do Imigrante.
Participaram da solenidade de premiação, em Venda Nova do Imigrante, autoridades do Espírito Santo, entre as quais o governador Paulo Hartung e o governador eleito Renato Casagrande, além de empresários, como o presidente da Realcafé, Sérgio Tristão e o diretor de compras no Brasil, Shota Takemoto da UCC.

Hartung parabenizou os produtores rurais pelo constante investimento na qualidade do café nos últimos e ressaltou que a mudança de postura promove o desenvolvimento da economia do Estado, além de proporcionar maior renda ao trabalhador do campo. “É fundamental diversificar a atividade agrícola. Isso garante renda o ano todo, independente das condições ambientais. A preservação dos recursos naturais, especialmente, dos recursos hídricos durante a produção também garantirá a continuidade da cafeicultura do Estado. Estamos no caminho certo”, destacou. O senador Renato Casagrande, governador eleito, assegurou que dará continuidade aos investimentos visando a promover crescimento ainda maior do setor agrícola capixaba.

O presidente da Realcafé, Sérgio Tristão, que patrocina o evento desde o primeiro ano, afirmou estar satisfeito por constatar o aprimoramento da cafeicultura do Estado, especialmente no ano em que comemora 75 anos das Empresas inauguradas por seu avô, José Ribeiro Tristão. Consolidadas como um dos maiores e mais tradicionais grupos nacionais do setor de café, as Empresas Tristão mantém a postura de incentivo à melhoria da qualidade da produção, apoiando concursos de qualidade. O grupo também realiza palestras e outras ações visando a conscientizar e a qualificar os produtores de café do Estado.
"Ao buscar a excelência e implantar melhorias nos procedimentos, o produtor agrega mais valor ao seu café. Em alguns casos, o preço da saca de propriedades participantes dos concursos chega a ser o dobro em relação às que não observam os critérios de excelência para plantio e secagem dos grãos", destaca.

Segundo o empresário, os cafés de qualidade têm espaço nas prateleiras do mercado mundial. "Querem cada vez mais o bom café produzido aqui. Esperamos ampliar a oferta desse tipo de café e ocupar cada vez mais espaço nesse mercado", ressalta.

Tristão estima que a comercialização dos cafés finos ou de melhor qualidade represente em torno de 20% das exportações totais. Apesar de a fatia ainda ser pequena, salientou que ela é bastante considerável, tendo em vista que há 10 anos o Brasil praticamente não vendia esse tipo de produto no exterior. "A expectativa é que a demanda mundial cresça ainda mais nos próximos anos em virtude das condições favoráveis que o País apresenta para ampliar a cultura de produtos de qualidade. Além disso, as tradicionais regiões fornecedoras, como a América Central e a Colômbia, estão estagnadas, contribuindo ainda mais a abertura do mercado para os nossos cafés", finaliza.

O prêmio
Voltado para os produtores da variedade Arábica dos municípios localizados na região das montanhas do Estado, o prêmio visa a incentivar a busca pela excelência na produção, como meio mais eficaz de conquistar novos mercados e atender a crescente demanda por cafés diferenciados.

O 10ª Prêmio Cafuso/UCC das Montanhas do Espírito Santo foi realizado em duas etapas: municipal e estadual. A primeira selecionou os melhores lotes de cada município, através das análises sensoriais realizadas em, no mínimo, duas rodadas, que correspondem a 80% da pontuação.

Para os municípios que tiveram entre 10 e 30 amostras inscritas, o valor do prêmio foi de R$ 3 mil para o primeiro, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro colocado. Aos locais com mais de 31 amostras competindo, a premiação foi de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil para os primeiros, segundos e terceiros lugares, respectivamente. Além disso, os quartos e quintos colocados de cada município receberam prêmio no valor de R$ 500.

No município onde não houve o número mínimo de nove amostras inscritas, somente o melhor lote selecionado disputou o grande prêmio. Além da premiação em dinheiro, os cafeicultores são beneficiados com ágio sobre o preço de seu produto e receberam certificado de qualidade.

Os campeões da etapa estadual receberam R$ 20 mil, a primeiro colocada, R$15 mil a segunda e R$ 10 mil o terceiro.

Entre os critérios observados para a pontuação sócio-ambiental estiveram: rastreabilidade, utilização de fertilizantes e defensivos, gestão do solo e dos resíduos, procedimentos de colheita e pós-colheita, conservação do meio ambiente e saúde e segurança do trabalhador. O resultado da análise sensorial desenvolvido por uma comissão julgadora corresponde aos outros 80% da avaliação.

Através da Realcafé, que está entre as maiores torrefadoras do Brasil, o grupo Tristão promove a premiação, coordenada pela Cooperativa dos Cafeicultores das Montanhas do Espírito Santo (Pronova). O trabalho é resultado de uma parceria com a torrefadora japonesa Ueshima Coffee Company (UCC), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

Confira os primeiros colocados de cada município:

Afonso Cláudio: João Turra Nunes

Alfredo Chaves: Jhonatas Afonso Sartori Zucolotto

Brejetuba: Mozaniel Silva de Lima

Castelo: Luiz Carlos Cecotti

Conceição do Castelo: Renata Vargas Rigo de Souza (2 ºlugar estadual)

Domingos Martins: Adriano Orlando Wruck

Ibatiba: Antônio Gomes Pereira

Itaguaçú: Geraldo Francisco Casagrande

Itarana: Aristeu Possimoser

Iúna: Adair Leocádio Pereira

Marechal Floriano: Hilda Stein Krokling (1 ºlugar estadual)

Muniz Freire: Antonio Pessim

Santa Maria de Jetibá: Nicolau Arnholz

Santa Teresa: Nicoly Gomes Covre

São Roque do Canaã: Lafaiete Francisco Alves

Vargem Alta: Jose Luiz Machado

Venda Nova do Imigrante: João Manegoni (3 ºlugar estadual)


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Empresário de Colatina denunciado na Operação Broca é assassinado em Alagoas



O empresário do ramo de café, Luiz Fernando Mattedi Tomazi, de 41 anos, foi executado na noite desta terça-feira (14) após ser levado por supostos assaltantes juntamente com a mulher, Hornella Giurizatti. O casal - natural do Espírito Santo - foi abordado em Cruz das Almas, em Alagoas, e o homicídio ocorreu na Avenida Leste/Oeste, periferia de Maceió, segundo informações do portal de notícias alagoano gazetaweb.com.

De acordo com o cabo Bezerra, a esposa da vítima, numa primeira versão, teria dito à polícia que estavam em frente a uma faculdade - que fica nas proximidades da Ladeira do Óleo - quando dois homens entraram no veículo Citroën, de cor preta e placas MRA-6383/Colatina ES, e mandaram que saíssem do local. Hornella Giurizatti conduzia o veículo.

Em outra versão, salientou a polícia, a mulher teria dito que dois veículos modelo Blazer, de cor preta e placas não anotadas, teriam emparelhado com o Citroën no semáforo. Dois homens teriam descido das Blazer e entrado no carro do casal. Policiais civis disseram não acreditar nessa hipótese. Segundo eles, pela experiência profissional em crimes, dificilmente os assassinos usam carros iguais.

Numa terceira versão, Hornella chegou a dizer que o marido era empresário e teria deixado uma empresa em aberto no Espírito Santo. Segundo policiais militares do Batalhão de Eventos (BPE), a viúva teria confessado que o marido já teve problemas com a Polícia Federal, mas por sonegação de impostos.

"Pedimos para fazerem levantamentos com os dados dele no Infoseg, mas não consta nada de ilícito, nenhuma pendência"- disse o cabo Bezerra.

As polícias acham estranho também a forma como a vítima foi encontrada: com cinto de segurança, perna cruzada, aparentemente bem à vontade.

"Na entrada da Grota do Pau D'Arco, os assassinos, segundo ela, que estavam no banco traseiro, deflagraram um tiro na cabeça de Luiz Fernando dizendo que ele havia falado demais. Achamos estranho porque ele estava de pernas cruzadas, como se os criminosos fossem conhecidos. Pelo menos não aparenta que a situação tivesse causado inquietação"- disse o cabo.

Ainda na delegacia, a mulher do empresário alegou estar passando mal e chegou a ser levada ao pronto-socorro do Jacintinho, mas a polícia foi buscá-la com o intuito de colher mais informações. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) e equipe do Médico Legal de Alagoas também foram ao local. Com informações do portal gazetaweb.com, de Alagoas.

Réu na Operação Broca

O empresário Luiz Fernando Mattedi Tomazi é um dos 71 empresários, diretores e funcionários de empresas e corretoras de café envolvidos na Operação Broca, deflagrada no dia 1º de junho. Todos são processados por crimes como formação de quadrilha, estelionato qualificado e falsidade ideológica. A denúncia, que partiu do Ministério Público Federal (MPF), foi aceita pela Justiça Federal no dia 28 de julho, mas o anúncio só foi feito à imprensa na noite desta terça-feira (14).

A ação penal corre em segredo de justiça na Vara Federal Criminal de Colatina. Ao ajuizar a ação, o Ministério Público pediu a revogação do segredo de justiça do documento, mas o pedido foi negado pela Justiça Federal, por causa da existência de trechos transcritos de conversas telefônicas interceptadas durante as investigações.

A Operação Broca, realizada em conjunto por Receita Federal, Ministério Público e Polícia Federal, desbaratou um suposto esquema de obtenção de vantagens tributárias ilícitas por parte de empresas de exportação e torrefação de café. A fraude, identificada pela Receita Federal, resultou num prejuízo aos cofres públicos superior a R$ 400 milhões.

LUIZ FERNANDO TOMAZI
Crimes: formação de quadrilha, estelionato qualificado em continuidade delitiva e em falsidade ideológica por oito vezes, em concurso material, em razão das constituições e alterações contratuais falsas das empresas de fachada Acádia (três vezes), Do Grão (três vezes), L&L (uma vez) e RV dos Anjos (uma vez).


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

HERÓIS OU PALHAÇOS, DECIDAM AGORA, OU O DESTINO VAI DECIDIR POR VOCÊS!!!!



“DE QUE SINDROME PADECE, NÓS OS PRODUTORES RURAIS BRASILEIROS?”




A minha profissão não é a medicina, mas amparado pelo dito popular, “de médico e louco , todo mundo tem um pouco”, farei um diagnóstico particular (minha opinião) sobre o comportamento dos produtores rurais brasileiros, grupo ao qual me incluo por ser cafeicultor na cidade de Coromandel-MG. Após uma analise profunda deste caso, cheguei à conclusão que o nosso comportamento como trabalhadores Brasileiros, geradores de riqueza (superávit na balança comercial) só pode ser explicado pela visão freudiana, ou seja, uma disfunção psiquiátrica aguda que nos levou a desenvolver duas síndromes inseparáveis, e que influenciam concomitantemente de forma negativa em nossas ações diárias, sejam elas:

1- Trabalho- trato com os funcionários, manutenção dos maquinários, escolha da atividade a ser desenvolvida, tudo isso levando a um desequilíbrio no ambiente de trabalho, que com toda certeza levará a resultados negativos.

2- Família – trato com os entes queridos, manutenção de um ambiente familiar tranqüilo para o bom desempenho dos filhos na escola, e para um bom relacionamento com a esposa, a verdadeira parceira do homem do campo.

3- Amizade- desestímulo a uma vida social, imprescindível para o desenvolvimento cultural e profissional.


Nomearei aqui estas duas SINDROMES:

- SINDROME MASOQUISTA: Pessoa que busca sentir prazer recebendo o sofrimento físico e moral imposto por outra pessoa.

O agricultor brasileiro, após a colheita de cada safra se encontra desanimado e depressivo, pois, mesmo batendo recordes de produção (soja, milho, trigo, arroz, café...) sabe que ainda tem uma longa jornada pela frente antes de terminar o ano agrícola. Infelizmente, chega o momento de entregar o seu produto que quase sempre não cobre os custos de produção, não sobrando para sobrevivência de sua família, e, ainda, tem que enfrentar a triste façanha de negociar as dividas com as instituições financeiras, aceitando todos os tipos de juros, penhor de safras que ainda nem foram plantadas, comprometendo assim qualquer esperança de anos melhores, para seu negócio, tornando-se assim um escravo do sistema.

Neste período pós colheita, após todos estes acontecimentos o produtor em profundo estado de depressão decide que vai entregar tudo para os bancos, vai parar de plantar, vai montar um boteco, etc...

- SINDROME QUIXOTESCA – Provoca um comportamento semelhante ao El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha, o grande protagonista das aventuras descritas pelo autor Miguel de Cervantes Saavedra.

O protagonista, o já idoso Alonso Quijano, torna-se cavaleiro, cavalga o esquelético Rocinante acompanhado do escudeiro Sancho Pança. Percorre os caminhos da Andaluzia em busca de aventuras. E aí luta com moinhos de vento pensando que são gigantes, corteja uma aldeã como se ela fosse a dama Dulcinéia del Toboso, e vê em prostitutas belas donzelas.

Com a chegada das chuvas, chega também na porta das propriedades uma revoada de pickups conduzidas por agrônomos ou técnicos recém formados, com frases prontas do tipo: “VOCÊS SÃO A ANCORA DESTE PAIS”, “VOCES SÃO OS HERÓIS QUE COLOCAM COMIDA NA MESA DO BRASILEIRO”, “SEM VOCES O POVO BRASILEIRO VAI PASSAR FOME”, “NÓS DEPENDEMOS DE VOCES E ESTAREMOS AO LADO DO PRODUTOR”.

Neste momento os primeiros sintomas da SINDROME QUIXOTESCA começa a se manifestar, o pobre depressivo procura os agiotas mais próximos em busca de crédito para comprar óleo diesel, combustível de seu alazão e sai numa cavalgada louca e desenfreada em busca de sua nova aventura, que é:

PRODUZIR ALIMENTO, SEM GARANTIA DE PREÇOS, SEM SEGURO, ALTOS CUSTOS (INSUMOS EM GERAL), MINISTÉRIO DO TRABALHO, DIVIDAS EM BANCOS (VENCIDAS, VENCENDO E A VENCER), ETC.....

CAROS HOMENS DO CAMPO DE TODO O BRASIL, DIZEM QUE ESTE GOVERNO É COMANDADO POR UM BANDO DE ALOPRADOS, VOCES TEM CERTEZA DE QUEM SÃO OS VERDADEIROS ALOPRADOS?

INFELIZMENTE, COMIDA BARATA SUSTENTA A ESTABILIDADE DE QUALQUER GOVERNO, QUEM FORAM OS “ALOPRADOS” QUE CAIRAM NA HISTÓRIA QUE O PRODUTOR RURAL ANTES DE TUDO É UM HERÓI?

ACORDA PRODUTOR BRASILEIRO, O DESTINO DO PAIS ESTA EM NOSSAS MÃOS, NÓS É QUE TEMOS O PODER DE DECIDIR SE O BOLSA FAMILIA TEM VALOR OU NÃO.

HERÓIS OU PALHAÇOS, DECIDAM AGORA, OU O DESTINO VAI DECIDIR POR VOCÊS!!!!

SILVIO NISIZAKI
COROMANDEL-MG
Artigo retirado do site da revista Cafeicultura e Negócios, muito interessante.